Cenários da Covid-19 no Brasil – parte 3

Conheça os sites de monitoramento da COVID19, o despreparo do Brasil e os cenários de curto prazo.

Atualmente, há vários sites de monitoramento da evolução do covid19 no mundo, com novos casos e também o número de mortes diárias. Entre esses sites, há o da OMS <https://bit.ly/2QW5LAh>, porém os mais dinâmicos são o worldometers <https://bit.ly/2RB9LpX/>, o Rastreator do Covid19 <https://www.bing.com/covid> desenvolvido pela Microsoft e o John Hopkins University & Medicine Coronavirus Resource Center <https://bit.ly/2V6FRMp>.

Para ter dimensão do tamanho do desafio que enfrentamos, as 18h32 (GMT) do dia 29/03, o Worldometers apontava 710950 casos confirmados com 33553 mortes e 150734 casos recuperados. No mesmo momento, com última atualização feita as 14h37 o Rastreador do Covid19 apontava 710290 novos casos confirmados, 33550 mortes e 150734 casos recuperados. 

Se você acessar agora esses sites, que conclusão chegará? É uma gripezinha, fantasia criada pela imprensa <https://glo.bo/2Vukp3b>, é um vírus que está indo embora do Brasil <https://bit.ly/2Rztoi5>, algo para não se  preocupar <https://bit.ly/2VpMlF5>, pois então, esses foram os posicionamentos recentes do Mito e do Pastor Edir Macedo, os quais entrarão para a história como imprudentes e poderão ser punidos por fomentar a desordem social e colocar a vida de milhares de pessoas em perigo <https://bit.ly/3elfytp>. 

Então é hora de falar sério! Refletir sobre a seriedade da pandemia para podermos enfrentá-la.

Em 29/03, na lista dos 25 países mais críticos, o Brasil ficou no 19º lugar, com 4065 novos casos e 118 mortes, mas há fortes evidências de que poderá comover o mundo antes do final de maio de 2020, pelos seguintes motivos:

Tem dimensão continental com uma população estimada de 12,4 milhões de habitantes; por não ter um sistema nacional de saúde público eficiente, não sendo por longos anos considerado referência internacional em vários rankings (OMS, 2000; ERIC et al, 2017; NUMBEO, 2019); por conta de congelamentos e/ou cortes bilionários no orçamento da saúde, realizados por vários governos nos últimos anos; devido ao número de leitos para cada dez mil habitantes ter diminuído nos últimos anos (IBGE, 2010; WORLD BANK, 2020; MONTANEZ, 2019), apenas 10% das cidades do Brasil tem pelo menos 1 leito de UTI do SUS para cada dez mil habitantes, enquanto que a OMS recomenda entre um e 3 leitos por cada 10 mil habitantes. Se inserir os hospitais privados, o percentual aumenta para 12,6%, os casos mais críticos estão nas regiões Norte e Nordeste (BRIGHT CITIES, 2020); excesso de burocracia na esfera pública; demora para realização de testes em laboratórios; constante falta de medicamentos e equipamentos de proteção individual para os profissionais da saúde nos hospitais públicos; excessiva demora do governo federal em reconhecer a gravidade da pandemia, com Presidente não obedecendo as diretrizes da OMS, não protegendo a si, nem a sua equipe, ao ponto de 23 pessoas próximas que foram aos EUA em março terem sido contagiadas pelo COVID19, além disso não há sintonia entre o Presidente e o Ministro da Saúde, Governadores e Prefeitos; incapacidade gerencial do atual governo federal em preparar o país para enfrentar a pandemia; transparência e comunicação ineficientes dos governantes com a população, especialmente sobre informações advindas da OMS e o real estado da COVID19. 

Alias, em 26/09/18, momentos antes do 1º turno das eleições, escrevi um artigo no JC-AM contendo uma análise de cenários, no qual um deles apontava que a vitória e provável governo de Bolsonaro traria o caos ao Brasil, justamente o que estamos vendo desde 2019.

E qual a previsão da pandemia passar? A resposta é simples, não há, não adianta Ministro, Governador, Prefeito, ou Secretários ludibriarem a população afirmando que vai até maio, junho, julho, agosto ou setembro, isso não tem embasamento científico! O que se sabe até o momento é que a melhor solução é o isolamento <https://bit.ly/2K1fEsz>, mantendo os serviços essenciais funcionando, vai resolver só com vacina e na melhor das hipóteses levará entre 12 e 18 meses para acontecer, ou seja, normalidade, só em 2021! algumas vacinas promissoras começarão a dar sinais a partir de setembro deste ano, mas somente um milagre, algo fora da curva, uma descoberta, ou uma cura já maquiavelicamente guardada poderá reverter drasticamete a pandemia antes de setembro/20. 

E não adianta acreditar que há cura vinda da cloroquina ou hidroxicloroquina, pois não há evidências científicas que comprovam a eficácia desses medicamentos contra o covid19 e o uso indiscriminado deles tem gerado efeitos colaterais e até mortes <https://glo.bo/3ek6Xr6>.

Mas por que Bolsonaro e seus seguidores insistem nisso? Ora, o Mito simplesmente segue as ordens de Trump e há interesses econômicos nisso, pois Trump e os milionários doadores de campanha e apoiadores do seu governo, têm participação em empresas que produzem esses fármacos que tanto defendem <https://nyti.ms/2Vv47qu>, então tá explicado!

Temos que manter a população informada, deixando de ludibriá-la com falsas perspectivas, nesse sentido, a análise de cenários é muito importante, e qual seria o cenário de curto prazo para o Brasil?

Cenário Pedro Álvares Cabral: com 4515 (4418 – 4564) novos casos no dia do descobrimento do Brasil (22/04-4a), com a Lua quase Nova, 0,9% iluminada, se isso acontecer, os números apontam que o país segue tendência próxima dos Americanos; 

Cenário da Caserna: com 4368 (4318 – 4417) novos casos no dia do Exército (19/4-Dom), quando a Lua estiver 13,7% iluminada. Neste caso, o país segue a tendência Germânica; 

Cenário dos Lions: com 4220 (4171 – 4317) novos casos, acontecerá em 16/4 (5a), no dia dos Lions, quando a Lua estiver 38,5% iluminada. Neste caso as evidências apontam que o Brasil segue tendência Espanhola. 

Em qualquer um desses dias, a Lua estará na Fase Quarto Minguante, a previsão tem margem de erro de um dia e traz mensagem de que a COVID19 não é uma gripezinha e que o Governo "Deus acima de tudo" começará a ruir, pois com nome do divino não se brinca.

*Jonas Gomes é PhD em engenharia de produção no Japão pela Universidade de Gunma, vice-chefe do Departamento de Engenharia de Produção da Ufam, é articulista há 8 anos Jornal do Commercio

Fonte: Jonas Gomes

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