7 de dezembro de 2021

Cenário promissor pede gestão eficiente

Em setembro deste ano, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou que os sinais de reativação da economia norte-americana são animadores, mas ainda não se refletem de forma significativa na geração de novos postos de trabalho

Em setembro deste ano, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou que os sinais de reativação da economia norte-americana são animadores, mas ainda não se refletem de forma significativa na geração de novos postos de trabalho. E foi enfático: a situação do emprego pode piorar nos próximos meses.
No Brasil, vivemos uma situação diferente. Embora a última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revele uma redução de 6,7% nos níveis de emprego da indústria brasileira em agosto de 2009 na comparação com o mesmo período de 2008, as perspectivas de recuperação da empregabilidade são reais. Apenas um dia antes da divulgação dos dados do IBGE, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou uma pesquisa que aponta ligeira recuperação: na comparação com julho, o mês de agosto de 2009 teve um aumento de 0,7% no número de vagas. Segundo a CNI, foi a primeira vez, desde outubro de 2008, que houve alta no número de postos de trabalho na indústria.
Outros dados que reforçam a convicção da CNI na retomada do crescimento industrial são a alta de 1% no faturamento real do setor e os resultados positivos apontados pelo índice de utilização da capacidade instalada. Por meio desse indicador, pode-se detectar quanto da capacidade do parque produtivo está sendo efetivamente utilizada para a fabricação de bens. Em julho deste ano, o patamar estava em 79,9%; em agosto, subiu para 80,1%. Foram duas altas consecutivas – um excelente sinal!
É importante entender que, quando se fala da blindagem do Brasil aos efeitos nefastos da crise, não se está dizendo que nenhum reflexo foi sentido por aqui. Por medo do futuro, muitas empresas se viram na contingência de adiar lançamentos, cancelar planos de expansão e suspender inovações que demandariam investimentos. O que houve de virtuoso no caso brasileiro foi o fenômeno do “impacto mínimo”, uma vez que “impacto zero” estava simplesmente fora de cogitação num mercado globalizado.
O fato é que as empresas nacionais foram afetadas principalmente pela diminuição do acesso ao crédito e pelo aumento da inadimplência. Por outro lado, não sofremos cortes drásticos na produção e nos níveis de consumo. A melhoria de renda das classes C e D ajudaram a manter um ritmo minimamente saudável na economia, e os quadros drásticos de recessão, desemprego em massa e falência, que muitos imaginavam que iriam se concretizar no país, não saíram do plano das conjecturas.
Ainda assim, o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, opta pela prudência. Preocupado em refrear os estímulos aos potenciais especuladores, que investem em papéis de países emergentes movidos pela expectativa de lucrar com uma possível elevação dos juros (necessária quando existe risco de inflação), ele alerta para um possível “excesso de otimismo”. E fala em crescimento de 1% para 2009 (melhor do que o crescimento negativo estimado para muitas economias maduras) e de 4,5% a 5% em 2010.
As ponderações de Mantega são compreensíveis e bem-vindas, mas não se pode evitar que a sede de crescimento dos brasileiros, após anos e anos de espera, se manifeste com toda a intensidade e queira ser saciada.
A tendência é que o Brasil continue a se recuperar, em ritmo veloz e constante. As oportunidades que se descortinam para os próximos anos – com a exploração do pré-sal, o aquecimento de vários setores da economia em decorrência da organização da Copa do Mundo e das Olimpíadas de 2016 e as obras do PAC – são variadas, abrem perspectivas para profissionais e empreendedores de múltiplos segmentos e colocam o Brasil em situação privilegiada na disputa pela atenção dos investidores estrangeiros.
Os empresários brasileiros dos mais variados segmentos devem estar atentos às múltiplas possibilidades. Também é fundamental que eles se mantenham a salvo dos erros que podem comprometer seu desempenho num momento tão promissor. O primeiro passo para isso é investir fortemente em gestão: a eficiência e a eficácia das operações são essenciais ao sucesso de qualquer negócio. As empresas que demonstrarem maior competência nas áreas de finanças, gerenciamento de riscos, sistemas de informação, operações e recursos humanos, e que estiverem melhor constituídas e organizadas no tocante à missão, às atividades desenvolvidas e às metodologias de trabalho, ganharão muitos pontos em relação às suas concorrentes e terão muito mais chances de consolidar e fortalecer sua posição no mercado.

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