Cenário econômico favorece altos executivos

Do executivo é exigida formação cada vez mais generalista e completa. Ele deve entender desde finanças até logística

Não é só a nova classe média que vem se beneficiando do crescimento da economia no Brasil, setores como os de produtos de consumo, serviços especializados e construção civil estão entre as que mais demandam CEOs. O Brasil vem colhendo os frutos de sua política econômica. O movimento ampliou a participação da chamada nova classe média, mas esse segmento não foi o único beneficiado. O aumento dos investimentos estrangeiros, os eventos esportivos, as fusões e aquisições de grandes empresas e a procura cada vez maior por profissionais qualificados aqueceram o mercado de altos executivos no país.
Em seu balanço anual, a empresa de recrutamento de altos executivos da America Latina Fesa apontou um crescimento de 24% em 2011, comparado ao mesmo período de 2010. Dentre as demandas, os setores que mais contrataram CEOs foram: produtos de consumo (21%), serviços especializados (18%), construção civil (12%) e energia (9%).
No nível intermediário, os setores que mais contrataram foram produtos de consumo (20%) e serviços financeiros (19%). As funções mais trabalhadas foram finanças (38%), vendas (21%), e engenharia (13%).
“O aumento do poder aquisitivo da população impulsionou o consumo, demandando profissionais cada vez mais generalistas e completos nas empresas de diferentes setores. O executivo tem que estar preparado para entender desde finanças até logística.”, afirmou Denys Monteiro, sócio-diretor da Fesa. O trabalho de cada regional foi fundamental para o crescimento da empresa. A regional do Rio de Janeiro teve aumento de faturamento de 20%, São Paulo 19% e Sul 16%.

Grandes eventos

A aproximação de grandes eventos no país, como a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016, associado ao crescimento das importações e exportações, estão impulsionando setores profissionais relacionados, como o mercado de tradução e interpretação.
Só no Brasil, esse segmento cresce cerca de 13% ao ano, segundo estudo da empresa americana de pesquisa Common Sense Advisory, que faz levantamentos periódicos sobre o mercado de traduções em todo mundo. De acordo com a empresa, o mercado global de serviços e tecnologias terceirizados relacionados a idiomas ficou em torno de US$ 31 bilhões em 2011.

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