11 de abril de 2021

Cena externa favorece e Bovespa fecha em alta de 0,57%

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Em seu penúltimo pregão do ano, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) seguiu o roteiro já bem conhecido de esvaziamento dos negócios, encerrando o expediente de ontem em tom positivo

Em seu penúltimo pregão do ano, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) seguiu o roteiro já bem conhecido de esvaziamento dos negócios, encerrando o expediente de ontem em tom positivo. Lá fora, as Bolsas americanas reagiram bem a alguns indicadores favoráveis da economia local, notadamente, o setor imobiliário.
O Ibovespa, termômetro dos negócios da Bolsa paulista, teve ganho de 0,57% no fechamento, aos 68.296 pontos. O giro financeiro foi de R$ 2,92 bilhões, bem abaixo da média do mês (R$ 6,96 bilhões/dia).
Passado o final de ano, alguns analistas dizem que o mercado de ações doméstico pode atravessar um período de quedas, em que devem predominar as ordens de venda, para que uma parcela dos investidores embolse os ganhos acumulados neste ano. Profissionais das corretoras acreditam que as chamadas “realizações de lucros” (no jargão de mercado) podem ser somente pontuais.
“Os últimos pregões desse ano têm sido positivos e acho que isso já dá uma ideia de como pode ser o início de 2010. Eu acredito que, enquanto os juros internacionais estiverem baixos, a tendência para as Bolsas ainda é positivo. Não tem jeito: quem quiser rentabilidade, vai ter que correr risco, e risco é renda variável. E o mercado, por enquanto, enxerga um ajuste nos juros (nos EUA e na Europa) somente no segundo semestre do ano que vem, salvo algum fato novo”, sintetiza Marco Aurélio Etchegoyen, operador da corretora gaúcha Diferencial.

Ações valorizadas

Um dia após anunciar novos indícios de petróleo e gás em um poço em seus blocos na Bacia de Campos, a empresa OGX voltou a ver sua ação entre as mais negociadas do mercado, acima dos papéis mais tradicionais (Vale e Petrobras). Movimentando R$ 323 milhões, a ação ordinária teve alta de 0,11%.
Para os analistas da Empiricus, as ações da OGX devem continuar no foco de mercado pelos próximos meses. “Há um fluxo de notícias bem intenso e isso deve manter as ações ‘hot’, à medida que se confirmam as as perspectivas de crescimento e se reduz a percepção de risco de execução”, avalia a equipe.
Entre as principais notícias do dia, pesquisa da Standard & Poor’s e Case-Shiller registrou uma nova alta nos preços dos imóveis nos EUA, pelo quinto mês consecutivo, o que animou os investidores. Ainda nos EUA, o instituto privado Conference Board apontou um crescimento no nível de confiança do consumidor na economia local, pelo segundo mês.
No front doméstico, pesquisa do Banco Central indica que os juros de empréstimos bancários para pessoa física são os menores desde julho de 1994, quando a autoridade monetária começou a série histórica. Em novembro, a taxa ficou em 43% ao ano, contra 44,2% em outubro. Para pessoa jurídica, os juros foram de 26%, os mais baixos desde fevereiro de 2008.
Outro dado importante já divulgado ontem foi a variação do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) no acumulado deste ano. O índice, usado como base para o reajuste na maioria dos contratos de aluguel, registrou deflação de 1,72%, a primeira queda anual na série histórica iniciada em 1989.

Dólar sobe 0,11% vendido a R$ 1,743

Perto do encerramento do ano, os preços da moeda americana subiram de forma modesta, num dia caracterizado pelo baixo volume de negócios ontem.
Em um dia de poucos indicadores e com viés positivo, a taxa de câmbio permaneceu em baixa durante boa parte do dia. O Banco Central entrou perto do fim dos negócios com seu habitual leilão de compra.
O dólar comercial foi vendido por R$ 1,743, alta de 0,11%, nas últimas operações de terça-feira. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,748 e R$ 1,730. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi mantido em R$ 1,850.
Após um dia cheio e marcado pelos últimos ajustes de “posição” (contratos) os agentes financeiros já se retiram da praça financeira.
A clearing de câmbio da BM&F (onde se registram os negócios feitos com a moeda) contabilizou pouco menos de R$ 2 bilhões em valor contratado para este mercado, ante os quase R$ 8 bilhões registrados na jornada de segunda-feira.
O Banco Central entrou no mercado perto das 16h comprando moeda e aceitou ofertas por R$ 1,7417 (taxa de corte).

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