Celular impulsiona o e-commerce no Brasil

A maioria dos brasileiros está satisfeita com suas compras pelo aparelho: em 12 meses passou de 48% para 53% a proporção de consumidores mobile que se declaram “muito satisfeitos” com a experiência de compra, segundo a pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box – Comércio Móvel. A pesquisa ouviu 2.058 brasileiros que acessam a internet e possuem smartphone entre 4 e 25 de março de 2020.

Outra descoberta é que 72% dos internautas brasileiros com smartphone já pediu uma refeição por aplicativos ou sites móveis, um crescimento de 14 pontos percentuais em 12 meses. O iFood mantém a liderança absoluta, sendo o preferido por 70% das pessoas que já usaram esse tipo de serviço.

“Como metade das entrevistas desta pesquisa foi realizada na segunda quinzena de março, acreditamos que parte desse crescimento esteja relacionada à quarentena da população”, comenta Fernando Paiva, editor do Mobile Time e coordenador da pesquisa.

Compras internacionais ganham espaço

Entre os aplicativos preferidos pelos brasileiros para suas compras móveis, dois se destacam por serem internacionais: Wish, que vem crescendo gradativamente, citado ao longo das pesquisas realizadas (11%, 12% e agora 13%), e AliExpress, que apresenta uma evolução, passando de 6% para 9% das citações.

Mesmo sendo apontados em primeiro e segundo colocados, com  39% e 34% da preferência dos entrevistados, respectivamente, o Mercado Livre e Americanas possuem uma similaridade em relação aos aplicativos de compras Wish e AliExpress: ambos oferecem marketplace com lojas de outros países, notadamente da China, onde o consumidor faz sua compra no exterior confiando nestas marcas no Brasil.

Os números da pesquisa, no entanto, não consideram um comparativo entre estes apps nesta modalidade de compra. Outro site, da Casas Bahia, citado por 6% dos entrevistados, também já chegou a oferecer compras no exterior (hoje este serviço está desativado). Não oferecem esta opção de compra o Magazine Luiza, que aparece na quarta colocação nesta pesquisa, com 16% da preferência, e o Submarino — que vem perdendo espaço — que aparece bem atrás com 6%.

QR code x NFC ou MST

Na hora de pagar, os brasileiros usam mais o cartão de crédito (60%), seguido por boleto bancário (26%), carteiras digitais (10%) e outros métodos (4%).

Além disso, a pesquisa apurou que subiu de 17% para 23% a proporção de internautas brasileiros com smartphone que já realizou pagamentos por aproximação, com as tecnologias NFC ou MST (proprietária da Samsung). Outros 35% afirma que já realizou pagamentos fotografando QR codes. Esta é a primeira vez que a pesquisa compara os dois métodos de pagamento presencial.

Outros segmentos por smartphone

A pesquisa também perguntou sobre outros serviços que podem ser contratados pelo smartphone – muitos deles muito impactados pela quarentena, como os serviços de apps de corridas de automóvel, hospedagem, venda de ingressos e compartilhamento de bikes e patinetes.

“Todos estão procurando se reinventar durante esta crise. O Cabify passou a fazer transporte de objetos. O Airbnb adicionou a opção de venda de experiências online. No caso do Sympla, este está testando uma plataforma de streaming para estimular os organizadores de eventos a realizarem edições online. Há cinco anos a proporção de brasileiros que já experimentou solicitar estas modalidades de serviços por meio de apps vem sendo monitorada”, comenta Fernando Paiva.

Confira os números:

Táxi

– 73% já solicitou táxi (Uber lidera com 70% e o 99 é o preferido de 23%);

Ingressos

– 38% já comprou ingresso via app (liderança do Ingresso.com com 27%; Cinemark tem 10%);

Hospedagem

– 29% já contratou (Airbnb empata com Booking.com, 25%);

Serviços de beleza

– 16% já contratou por app;

Bicicleta

– 10% já alugou via app;

Patinete

– 5% já alugou via app.

Metodologia

Panorama Mobile Time/Opinion Box – Comércio Móvel no Brasil é uma pesquisa independente produzida pelo site de notícias Mobile Time e a empresa de soluções de pesquisas Opinion Box.

Nesta edição, foram entrevistados 2.058 brasileiros que acessam a internet e possuem smartphone, respeitando as proporções de gênero, idade, renda mensal e distribuição geográfica. As entrevistas foram feitas online entre 4 e 25 de março de 2020. A pesquisa tem validade estatística, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e grau de confiança de 95%.

Cerca de metade das entrevistas desta pesquisa foi realizada no começo de março, antes de a OMS (Organização Mundial de Saúde) classificar a disseminação do novo coronavírus como uma pandemia, e a outra metade, depois. Seus resultados, portanto, foram parcialmente impactados pela quarentena.

Fonte: Redação

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