Ao lado do ditador cubano, Raúl Castro, a presidente Dilma Rousseff anunciou um crédito adicional de US$ 290 milhões (R$ 701 milhões) do BNDES para a zona econômica especial do porto de Mariel, em Cuba. O Brasil já forneceu um crédito de US$ 682 milhões (R$ 1,65 bilhão) para a construção do porto que foi inaugurado ontem por Dilma, Raúl Castro, Nicolás Maduro (Venezuela), Evo Morales (Bolívia) e outros.
Em seu discurso, Dilma afirmou que Cuba sofre “um embargo econômico injusto” e que o Brasil quer ser parceiro comercial de primeira ordem da ilha. Ela também comemorou a reintegração de Cuba a organismos internacionais afirmando: “Somente com Cuba nossa região estará completa.”
Após chegar a Cuba, para participar da reunião da Celac, organização que reúne todos os países das Américas, à exceção de EUA e Canadá, a presidente Dilma Rousseff se reuniu com a colega Argentina, Cristina Kirchner, para discutir “os movimentos especulativos” que estão atingindo os países emergentes.
A pedido de Cristina, as duas se encontraram no hotel onde Dilma está hospedada em Havana, o Meliá Havana.
Dilma não conversou com a imprensa depois do encontro, mas, segundo porta-vozes argentinos, a presidente do Brasil afirmou estar contente com a recuperação de Cristina depois da cirurgia a que a líder argentina foi submetida no ano passado. Dilma teria dito a Cristina que ela “está muito bem”.
Assim que chegou ao hotel, Dilma foi recebida por dois brasileiros que estudam medicina em Cuba. Um deles, Maria de Fátima, recebeu a presidente com flores e a agradeceu.
Dilma encontrou-se com estudantes de medicina durante cerimônia do programa Mais Médicos.
Antes do encontro com Dilma, Cristina Kirchner almoçou com Fidel Castro acompanhada de sua filha, Florência.

Médicos
Dilma agradeceu ao governo e ao povo cubano pelo programa Mais Médicos que disse ser “amplamente aprovado” pela população brasileira. Ontem, houve uma cerimônia para marcar o embarque de mais 2 mil médicos cubanos ao Brasil nesta semana.
Segundo Dilma, o Brasil “acredita e aposta no potencial econômico e social de Cuba.
Mesmo submetida a um injusto embargo econômico, Cuba será um dos três maiores volumes de comércio do Caribe, desempenho que aumentará substancialmente, com a entrada em funcionamento do porto e da zona especial de desenvolvimento de Mariel”, disse Dilma.
As gruas do porto estavam enfeitadas com bandeiras do Brasil e de Cuba. O porto terá capacidade inicial de 1 milhão de contêineres por ano e quando estiver concluído serão 3 milhões, com capacidade para receber navios Super Pós Panamax.

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