Cecomiz retoma atividades com bom movimento

Com o clima de solidariedade prevalecendo após o incêndio do mês passado, o shopping Cecomiz reabriu ontem a parte não afetada pelo fogo com um bom movimento na praça de alimentação e um princípio de recuperação de vendas nas lojas – incluindo nas seis unidades que foram remanejadas do galpão atingido para espaços cedidos por um movimento dos lojistas para ajudar os mais prejudicados. Apesar da diminuição de algumas estruturas físicas e dispensa de funcionários, os lojistas estão com boas expectativas de vendas para o fim do ano e oferecem promoções de até 50% para atrair novos consumidores e recuperar a clientela.
O movimento no shopping por volta das 12h já era bastante elevado, principalmente por causa da praça de alimentação, que tinha um fluxo de pessoas como o de antes da tragédia. A presidente da Alomiz (Associação dos Lojistas do Cecomiz), Daniella Soares, disse esperar para menos de um mês a reabertura de mais dez lojas do bloco afetado para que se somem às 42 já em funcionamento. “Além do fato do Cecomiz ser uma grande família e inúmeras pessoas tirarem seu sustento daqui, precisávamos abrir o quanto antes para aproveitar as vendas de fim de ano”, comentou. Ela disse ser cedo para falar em funcionamento total do complexo, pois a Alomiz busca, no momento, linhas de créditos e parcerias para reconstruir o antigo galpão. O aluguel de tendas climatizadas para abrigar algumas lojas pode ser uma das medidas provisórias.
Praticamente todas as lojas do Cecomiz fizeram promoções de reabertura, oferecendo de 20% a 50% de desconto em seus produtos, como a Walone Pina, especializada em artigos religiosos católicos e presentes em geral. O proprietário Walter Pina encarou a data de ontem como um recomeço – apesar de agora estar instalado em um quiosque, diferente da grande loja que possuía antes, e com dois funcionários a menos. Pina calcula que seus prejuízos com o incêndio girem em torno de R$ 500 mil. O empresário investiu cerca de R$ 8 mil para abrir o quiosque, fazendo adaptações na modalidade de atuação, e disse estar confiante de que o fluxo de clientes vai retornar ao normal.
O proprietário do restaurante Izabella, Erick Castro, foi um dos que cederam seu espaço para os colegas lojistas da área atingida, comportando outras duas lojas no local. Segundo ele, o momento atual no Cecomiz é o de todos se ajudando e a parte financeira é a última coisa a ser pensada no momento. “Essa parte de aluguel com certeza será acertada entre as partes ou em uma reunião futura, mas agora ninguém está pensando nisso”, declarou Castro.
A Importadora Mami foi uma das que entraram no clima de promoção, oferecendo diversos artigos a partir de R$ 1. O dono do estabelecimento, Fuad Abinader, disse ter mantido o quadro de funcionários, mas também declarou não ver a hora do shopping funcionar a todo o vapor. Segundo ele, as promoções são não só para atrair nova clientela, mas também para reconquistar a antiga, que ainda pode estar arredia. O prejuízod a loja nesse quase um mês inteiro de interdição foi entre R$ 30 mil e R$ 40. A importadora é a mais antiga do galpão A, com 23 anos de existência.
As seis lojas do antigo galpão reabertas ontem foram a Êxtase (roupas íntimas), Dulci Joias, Bom Gosto, Mania do Pé, Malu Bolsas e Walone Pina. No incêndio acontecido no último dia 10 de outubro, cerca de 100 lojas do galpão B foram afetadas. Estima-se um prejuízo de R$ 30 milhões em produtos. A presidência da Alomiz ainda não possui uma estimativa quanto à construção de um novo galpão. O shopping Cecomiz está funcionando no horário normal – de 9h às 21h – e reduziu para 600 o número de vagas no estacionamento.

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