Cecomiz prevê retração de 30%

OShopping Cecomiz deve fechar o ano com uma queda de 30% nas vendas desse ano em relação a 2006, segundo a Alomiz (Associação dos Lojistas do Cecomiz). Mas apesar dos resultados negativos, que se prolongam desde o ano passado, o centro de compras contará com investimentos de cerca de R$ 300 mil já no início de 2008.
De acordo com o presidente da Alomiz, Demétrio Nunes Lopes, as mudanças serão no piso, no teto, que já tem mais de 20 anos, e principalmente na fachada. “Hoje temos uma estrutura que é mais parecida com um galpão do que com um shopping. Precisamos mudar para chamar a atenção das pessoas que passam pela frente e não conhecem o centro de compras”, disse.
O empresário ressaltou que entre os principais problemas pelos quais passa a área comercial do centro de compras está o fechamento de uma de suas entradas. “Enquanto os outros shoppings da cidade abrem as portas para os clientes, a administração anterior resolveu fechar as nossas. Se você dificulta o acesso é porque não quer vender”, comentou Lopes.
Até meados do ano passado, o Cecomiz possuía duas entradas, sendo que a bloqueada dava acesso direto ao Centro Cultural Povos da Amazônia. O último investimento do shopping foi exatamente o que bloqueou uma dessas entradas, no valor de R$ 40 mil apenas para a construção de um muro.

Lojistas desembolsam

Os recursos previstos para o próximo ano são oriundos dos próprios lojistas. Como a administração anterior da Alomiz, segundo seu atual presidente, deixou a associação com uma dívida de cerca de R$ 300 mil e o difícil foi motivar os empresários a continuar a injetar dinheiro no shopping.
“Desse valor, R$ 150 mil são somente para o INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), sendo o restante divido entre fornecedores e outros gastos. Isso nos prejudica, pois quando fazemos planos, não podemos cobrar novamente dos lojistas, pois ainda não visualizaram os primeiros resultados esperados”, afirmou Lopes, observando que os problemas da Alomiz não refletem, contudo, no desempenho das lojas.
Segundo o presidente, no geral, as vendas de 2007 estão piores que as do exercício anterior. “Ano passado já não foi bom, e esse ano estamos seguindo no mesmo caminho”, comentou Lopes, sem conseguir identificar os motivos para o mau desempenho.

Eventos podem atrair consumidores

A fim de reverter os resultados negativos, o centro de compras tem feito parcerias para a realização de eventos em suas dependências. Este mês houve uma feira de carros e já para o início de outubro está programado um desfile de modas. Segundo a diretora de marketing do shopping, Ana Lúcia Alencar, a grande novidade mesmo será no final do ano. “No natal de agora haverá uma boa decoração, como nunca houve, saindo do tradicional”, assegurou.
Os dirigentes apontam como o diferencial do Cecomiz o fato de não cobrar estacionamento dos clientes, e oferecer produtos mais baratos, já que os encargos são menores para os empresários. “Conseguimos sobreviver mesmo com grande concorrência também porque temos uma boa diversificação nas nossas lojas, ofertando quase tudo o que as pessoas precisam”, avaliou Lopes. “Por não ter grandes atrativos, temos consciência de que precisamos de preços mais em conta, estacionamento gratuito e bom relacionamento com o cliente”, completou o empresário.
Atualmente, o Cecomiz possui 80 lojas, uma praça de alimentação e emprega 470 pessoas diretamente.

Proprietários estão desanimados

Entre os proprietários de lojas do shopping Cecomiz, a estimativa também é de que as vendas do ano sejam piores que as do ano anterior. Na Digo’s Sport, por exemplo, o resultado negativo deve ser de 10%, segundo a empresária Dionne Oliveira. “Isso se deve tão somente pela atual situação da economia, e não aos problemas do centro de compras”, afirmou. “Os resultados variam em cada ramo de atividade, e em alguns a retração deve ultrapassar os 30%”, completou.
Na Tranzzato, loja de confecções do empresário Samy Moisés, o resu

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