CDLM recomenda saída estratégica

O presidente da CDLM (Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus), Ralph Assayag, orienta os comerciantes das áreas afetadas pela cheia a fecharem suas lojas no período de alagação para evitar prejuízos futuros. “Os lojistas devem sair de lá, levar suas mercadorias e fechar as portas até o final da enchente”, afirma.
O nível do rio Negro subiu 20 centímetros, alcançando a cota de 29,14m na manhã de hoje e que deve chegar a 29,49m. No entanto, o dirigente está otimista e acredita que o nível de água não vai subir mais. “Espero que não aumente a quantidade de águas, comparado ao ano passado”, disse.
Com expectativa de prejuízos menores esse ano, o presidente da entidade lojista aponta dados anteriores e atuais de lojas e demissões afetados pela cheia. “Ano passado foram atingidas 125 lojas em Manaus e tiveram 352 demissões. Hoje, até o momento, são 22 lojas atingidas, mas sem demissões até agora”, ressalta.
A Prefeitura de Manaus assumiu oficialmente na segunda-feira (26), a situação atípica provocada pela cheia que já começa a tomar as ruas do centro da cidade, diante dos relatórios apresentados pela Defesa Civil do Município. O prefeito Arthur Virgílio Neto reconhece legalmente a situação de anormalidade, provocada pelo desastre natural e amplia a possibilidade de adquirir recursos do Estado e da União, para amparar e socorrer moradores de áreas afetadas pela subida do rio. O decreto será publicado no DOM – (“Diário Oficial do Município”) desta segunda-feira.
Arthur Virgílio fará contratações de pessoas por tempo indeterminado, podendo convocar voluntários para a campanha de situação de emergência por lei, para conseguir recursos e amparar as áreas comprovadamente afetadas pela cheia. Serão promovidas ações de combate causados pela enchente no prazo de 180 dias. A Defesa Civil Municipal de Manaus é a responsável pelo planejamento e execução do projeto
“Espero que, diferente do ano passado, que haja uma sensibilidade maior do Ministério da Integração para com os ribeirinhos. Decretando situação de emergência na capital, incluindo a área rural, já garanto o seguro defeso para eles. Agora quero mais perspectiva de ajuda para as pessoas que estão com suas casas alagadas também na cidade. O Prosamim, que é um programa bom do governo do Estado, está avançando. Mas enquanto as pessoas não são retiradas definitivamente das áreas de risco, nós estamos oferecendo madeira, cestas básicas e fazendo o que é possível fazer”, disse Arthur.
A Defesa Civil do Município antecipa que pelo menos 12 bairros serão atingidos ainda esse ano na capital amazonense. “Nós começamos o trabalho em janeiro e efetivamos em abril com a construção de 2.600 metros de passarelas. Agora as ações serão de atendimento as famílias que podem ser afetadas pela enchente com remoção e doações”, explicou Aníbal Gomes, secretário executivo de proteção e Defesa Civil.
O comerciário Sílvio de Souza Sarrazi, 39, disse que os trabalhadores precisam de esforço redobrado para evitar os prejuízos. “Aqui nós arrumamos mais carregadores para fazer as entregas, pois não se pode encostar o veículo na frente da loja, então eles levam nas costas até a outra rua para transportar a mercadoria. Mas a despesa aumenta e a venda cai”, comenta.
Sílvio acredita que a cheia não causará prejuízos à vinda dos turistas para o Centro de Manaus. “Eu creio que não vai prejudicar. Pelo menos o turista vê como é que fica aqui na frente, é uma vez só por ano”, conta. Para ele, a cheia é vista como uma atração turística e que o nível de água vai subir em média mais 20 dias. Já o supervisor de vendas Jorge Luis Silveira disse que os danos causados pela cheia são inevitáveis, devido à dificuldade de trafegar no local. “O acesso às lojas fica difícil, interditado, porque não tem onde estacionar os carros. E essa rua [dos Barés] aqui, é uma das que mais tem fluxo de carros, e do jeito que está, o prejuízo é notório”, enfatiza.

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