CBA vai virar empresa público-privada

O CBA (Centro de Biotecnologia da Amazônia), considerado o “elefante branco da floresta”, por ainda está em fase de implantação passados 11 anos e com investimentos de R$ 91 milhões desde a sua criação, vai se transformar em uma empresa público-privada. A declaração foi feita pelo ministro de Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, em audiência pública sobre os impactos que a Aliança do Pacífico poderá trazer para o Mercosul. A Aliança será composta por Chile, Peru, México e Colômbia.
Ao longo da existência do CBA, já foram investidos cerca de R$ 91 milhões no Centro. Sem a definição jurídica há 11 anos, o CBA está sob a administração da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).
Segundo Fernando Pimentel, o projeto para a transformação da empresa está pronto e recebe os últimos detalhes técnicos. “Concordo que o CBA não pode continuar do jeito que está. Com essa empresa, queremos dar um formato adequado a uma instituição que funciona, mas aquém do que deveria e poderia se tivesse o estatuto jurídico adequado”, explicou Pimentel.
Sem CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica), o CBA está sob a administração da Suframa com pesquisas feitas apenas por bolsistas. “Definitivamente, repudio essa letargia e uso o exemplo recente da empresa Natura para falar de ações concretas. Recentemente, a direção da empresa de cosméticos anunciou o investimento de R$ 340 milhões para construir um centro de tecnologia e inovação científica no Amazonas. E o CBA, que poderia fazer parte desse projeto, ficará de fora porque não está funcionando a todo vapor”, criticou a senadora Vanessa Grazziotin.
O ministro Fernando Pimentel informou que o projeto para transformar o Centro de Biotecnologia da Amazônia em uma empresa mista, de capital público-privada (PPP) encontra-se pronto e recebe os últimos detalhes técnicos, o formato final, no Ministério do Planejamento, e deverá ser por meio de uma lei.

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