Casas de shows de Manaus querem reabrir

Fechadas desde o início da pandemia, em Manaus, em março do ano passado, as casas de shows ainda aguardam uma solução para suas reaberturas. Além de reabrir, os proprietários desses espaços ainda precisam se preocupar em como ficará a questão das aglomerações. Será que as vacinas resolverão esse problema, em definitivo? Em busca de soluções, os membros da Asseeam (Associação de Entretenimento do Estado do Amazonas) lançaram a campanha #ajudeanaofechar divulgada entre os associados, casa a casa, por integrantes da diretoria. 

“A ação visa fortalecer o entretenimento responsável, no Estado, através de campanhas de conscientização da população, tais como usar máscaras, respeitar o distanciamento, evitar permanecer em pé, utilizar álcool em gel, entre outros procedimentos sanitários quando frequentarem os estabelecimentos de diversão”, explicou o empresário Gerson Sampaio, presidente da Asseeam desde 1º de março. Gerson é o proprietário do Moai, uma das casas de shows que mais realizava grandes eventos nos finais de semana na cidade, reunindo milhares de pessoas, o que não acontece há 14 meses.  

Atualmente a Asseeam conta com mais de 100 associados em todo o Estado, reunindo não só casas de shows, mas também produtores dos mais variados tipos de eventos, ticketeiros, além de bares. Restaurantes não entram porque já fazem parte da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).   

“Novos tempos requerem novas medidas, portanto, o que queremos mostrar é que seguindo todos os protocolos e restrições os bares, restaurantes e casas de shows não precisam ser fechados. Respeitar as regras é um ato de empatia com a sociedade. É respeitar a vida”, acrescentou. 

Mais de 30 mil sem trabalho  

Para que a campanha #ajudeanaofechar dê certo, membros da diretoria de Fiscalização e Orientação da Asseeam estão promovendo diariamente visitas in loco aos os associados solicitando que cumpram os protocolos. Também utilizam uma poderosa ferramenta, as redes sociais, pedindo que cada um dos associados divulgue os protocolos de segurança em suas próprias redes.  

“Bares e restaurantes que têm como CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) principal a atividade de restaurante, podem funcionar seguindo o protocolo de restaurantes, conforme decreto governamental. Casas de shows, que recebem o público para dançar, ainda não foram contempladas até o momento”, destacou. 

Gerson calcula que até o fechamento das casas de shows, no ano passado, mais de 30 mil pessoas, somente na capital, trabalhavam no segmento. Como desde então, até agora, estes espaços não foram reabertos em nenhum momento, ou estas pessoas estão dependendo única e exclusivamente do auxílio emergencial e doação de cestas de rancho, ou estão fazendo qualquer outro tipo de trabalho para conseguirem o seu sustento.   

“Casas de shows, pela aglomeração, ainda não tiveram permissão para funcionar. Estamos aguardando que o Governo do Estado nos chame logo para uma discussão relacionada a isso, sobre a criação de protocolos, para que possamos programar um retorno responsável de eventos para mil, duas mil, três mil pessoas. Queremos que as pessoas possam voltar a viver de forma segura, ir aos shows testadas e vacinadas”, adiantou.  

Novas medidas, novos procedimentos 

Gerson revelou que a Asseeam já tem um projeto com os protocolos para as casas de shows, que viabiliza as suas reaberturas, e estão aguardando apenas o chamamento do prefeito e do governador para que possam explicar como tudo será feito, em conjunto com prefeitura e governo.  

“Acreditamos que levará algum tempo para que o modelo de negócios que se viveu até antes da pandemia, retorne a ser o que era. Mas estamos preparados, conversando com os associados e as grandes empresas de entretenimento”, falou.  

“Temos discutido planos e projetos, porque sabemos que o novo momento acaba exigindo novas medidas, novos procedimentos e o retorno do setor vai ser gradativo, lento, mas precisamos incentivar isso de alguma forma, porque são mais 30 mil pessoas paradas na cidade de Manaus, sem trabalho, pais e mães de família sem conseguir levar o sustento para casa. Isso é muito grave”, completou.  

Gerson lembrou que no período mais crítico da pandemia, ano passado, e no começo deste ano, quando o DJ Evandro Jr. presidia a Asseeam, a Associação doou mais de dez toneladas de alimentos para o backstage, pessoal dos bastidores dos eventos; mais de 20 mil litros de água mineral e mais de 10 mil lanches para os profissionais de saúde que estavam na linha de frente contra a pandemia; mais de 250 cilindros de oxigênio para pessoas que não tinham condições de comprar e que precisavam fazer tratamento em casa; além de filtros para UTI e material de entubação para UBS’s, hospitais e diversas outras unidades de saúde.   

Foto/Destaque: Divulgação

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