Casas de câmbio comemoram os bons negócios realizados até julho

O baixo patamar no nível da cotação do dólar neste ano surtiu efeito positivo para as casas de câmbio de Manaus, que registraram aumento no número de clientes, constituídos em sua maior parte, pela demanda de adeptos do turismo internacional.
A valorização do real frente ao dólar estimula o mercado de viagens externas e, conseqüentemente, a elevação no número de pessoas que precisam fazer a conversão da moeda brasileira pela americana.
Na Cortez Câmbio e Turismo, segundo o diretor da empresa, Mário Cortez, houve um crescimento de 10% até julho, num quadro comparativo ao mesmo período de 2006. De acordo com o executivo, esse resultado se deve ao número de viagens feitas ao exterior. “A baixa cotação do dólar estimulou o aumento na procura por passagens internacionais e, conseqüentemente, elevou a demanda de pessoas que precisam fazer a conversão da moeda”, avaliou.
A Amazônia Câmbio e Turismo aproveitou o período de valorização do real frente ao dólar -que atingiu o patamar mais baixo dos últimos cinco anos ao ser cotado a R$ 1,80, no início do semestre- para absorver a cliente que viaja para o exteiror.
De acordo com o diretor da empresa, Francisco Costa Pereira, que também comercializa passagens aéreas internacionais, houve uma elevação de 15% nesse tipo de negócio este ano, em relação aos mesmos meses de 2006. “Como o dólar apresentou sucessivas quedas desde o início do ano, essas viagens ficaram mais acessíveis aos brasileiros, então houve aumento da demanda nesse mercado”, informou Pereira.
A Amazônia Câmbio e Turismo, que tem grande parte de seus clientes constituídos por investidores, apresentou acréscimo no número de atendimentos realizados na última semana, até o fechamento da cotação do dólar em R$ 2,11, registrado na quinta-feira.
“Nesses dias apresentamos um crescimento em cerca de 20% se comparado às semanas anteriores, por conta da demanda de compradores interessados em obter vantagens econômicas”, disse Pereira.
Nos últimos dois anos, a cotação do dólar apresentou uma desvalorização superior a 20%, se comparado à moeda americana. Na última sexta-feira, a moeda americana voltou a cair ao apresentar um recuo de 3,19% ao fechar em R$ 2,027 para a venda.
O economista, Rodemarck Castelo Branco, avaliou que o aumento da cotação do câmbio a patamares acima de R$ 2 é benéfico para a economia brasileira. “A cotação da moeda americana abaixo de R$ 2, como em patamares de R$ 1,80 e R$ 1,90 estimula a entrada de produtos importados no país e prejudica as exportações brasileiras”, explicou.
De acordo com o especialista, o dólar tende a apresentar uma leve valorização nos próximos meses. “Acredito que a moeda americana deve ficar cotada entre R$ 2,10 a R$ 2,20 se o atual cenário econômico se manter, o que é benéfico para a economia do país”, justificou Rodemarck Castelo Branco.

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