Casamentos rendem maus negócios

Maio, considerado tradicionalmente como o mês das noivas, apresentou queda de 22% no mercado de eventos em Manaus, comparado com o mesmo intervalo do ano passado

Maio, considerado tradicionalmente como o mês das noivas, apresentou queda de 22% no mercado de eventos em Manaus, comparado com o mesmo intervalo do ano passado. Empresários, proprietários e gerentes de lojas que atuam no ramo, afirmam que só as famílias mais tradicionais é que procuram realizar cerimônias de casamento neste mês.
O amor é a causa para se pensar em casamento com papel passado, igreja, recepção aos convidados, álbum de fotografias… Mas será que maio ainda é o mês mais procurado pelas noivas? Como tradição é tradição, e o mês de dezembro já tem muita festa, maio ainda é o mês em que as empresas de produtos e serviços aproveitam para fazer promoções e fechar suas agendas.
A proprietária da loja Casa de Noivas, Nilce Meire O. de Araújo, por exemplo, considera que maio já não é mais o mesmo. A empresa, que atua no aluguel de vestidos de noivas para casamentos, registrou recuo de pelo menos 10% na procura por produtos e serviços em relação ao mesmo mês do ano passado.
“Atribuo essa queda à falta de dinheiro no mercado. As pessoas estão procurando, pesquisando, mas não estão fechando contrato. Acabam deixando tudo para dezembro, o mês de pagamento do 13º salário. Aí, é aquele corre-corre”, lamentou.
Outro fator que contribui para esvaziar os negócios do segmento em Manaus é o aumento da procura de serviços em outras capitais brasileiras, principalmente Rio e São Paulo. “Contamos com grandes profissionais, mas a verdade é que existe certa discriminação com relação à mão de obra local, além da questão do status. Essas noivas nos procuram para fazer os ajustes nos vestidos comprados em outros estados, mas a Casa de Noivas não faz esse tipo de serviço”, comentou.
O aumento da concorrência é mais um motivo para esfriar os negócios. Esse, por exemplo, é o motivo atribuído para a queda de 15% no volume de negócios no comparativo de maio da loja Coração das Noivas, que está no ramo de alugueis de vestido a mais de 10 anos. “O mercado de eventos em Manaus cresceu bastante nos últimos anos, várias lojas foram inauguradas e as que já existiam, investiram pesado para melhorar a qualidade de seus produtos e serviços, consequentemente, a concorrência cresceu e o mercado está dividido”, ponderou a proprietária da, Maria de Jesus Castro.
A empresária é outra a afirmar que maio já ficou para trás em termos de vendas para o varejo segmentado. Hoje o mês que lidera o ranking na procura por casamentos é dezembro, quando a loja registra crescimento triplicado na procura por serviços.
Ela salientou que as pessoas estão cada vez mais exigentes na hora de contratar profissionais para prestarem serviços no segmento. “O mercado evoluiu bastante e precisava disso para suprir as necessidades de um mercado que até pouco tempo era precário e atuava no amadorismo. Era necessária uma reciclagem para prestar bons serviços”, considerou.

Buffet obtém alta de 30% nas vendas

Apesar das mudanças do mercado registradas nos últimos anos, algumas empresas do segmento estão conseguindo crescer neste mês. Segundo Paulo Marinho, proprietário do Buffet Paulo Marinho, o tradicionalismo pesa na hora de escolher o mês para casar. “Podemos afirmar que este ano houve um aumento de mais de 30% com relação a maio do ano passado, esse aumento se justifica pela ascensão da classe C, que deu um grande salto nos últimos anos”, explicou.
Ele estima que, em 2011, a empresa terá mais casamentos uma vez que já está com agenda parcialmente lotada, mas destaca que o mês de maior procura para a realização de cerimônias de casamento ainda é dezembro. “Normalmente, as pessoas fecham pacote para o final de ano por que passam os meses anteriores economizando para realizar o sonho de casar. Outro fator relevante é o 13º salário”, justificou.
O proprietário, no entanto, avalia que dezembro, não é um mês muito bom casar porque é um período de muitas festas, e as pessoas acabam gastando muito com presentes de Natal e Ano Novo. “Tudo fica caro nesse mês. Quem faz festa em dezembro paga sempre o dobro, reduzindo seu poder de compra. Consequentemente, a tendência é que o casal ganhe somente lembrancinhas, e para quem está começando uma vida nova isso não é muito bom”, finalizou.

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