Casa da Indústria aposta R$ 600 mil em inovação

Especializada em produtos e lubrificantes industriais, a Casa da Indústria investiu neste ano R$ 600 mil com a finalidade de ampliar o seu leque de produtos ofertados. A principal novidade é o Oil Sorb, um produto com capacidade de absorver óleos, graxas e outros compostos orgânicos. A empresa espera vender uma tonelada do material por mês, a partir de janeiro de 2008.

Disponível em Manaus há apenas quatro meses, o absorvente de óleo é destinado proncipalmente às indústrias do PIM (Pólo Industrial de Manaus) e já teve cerca de uma tonelada comercializada nos últimos dois meses. “Com os investimentos de 2007, esperamos ter um bom retorno já a partir do início do próximo ano, já que o produto é bastante inovador”, comentou o gerente comercial da Casa da Indústria, Gilberto Carioca.
O absorvente pode ser aplicado em acidentes com derramamentos de óleo sobre a água ou solo, limpeza rotineira em ambientes industriais e comerciais, proteção na embalagem e transporte de produtos perigosos, refinamento no tratamento por caixas separadoras de óleo e água e também no interior de caixas de gordura para facilitar a limpeza.

Formato diferenciado

O produto está disponível no mercado em diversas formas, como cordões, utilizados em acidentes marítimos, e na forma de almofadas de absorção, para vazamentos localizados. Cada quilo de Oil Sorb absorve até seis quilos de óleos e graxas e os preços variam dependendo das preferências do cliente. Um cordão de cinco metros, por exemplo, custa em média R$ 108. Entre os clientes visados pelos distribuidores em Manaus estão, além das indústrias do PIM, refinarias, lavajatos e postos de gasolina.

De acordo com o gerente comercial, a novidade é resultado de 15 anos de pesquisa do engenheiro químico da Escola de Minas da Ufop (Universidade Federal de Ouro Preto), Jader Martins. “O absorvente age como uma esponja, retendo e tirando óleos e graxas da água, podendo ser utilizado até em estações de tratamento de efluentes industriais”, disse Carioca.

O gerente explicou que o composto não é tóxico, não molha e nem afunda, o que faz dele um absorvente eficaz. Ele ainda garantiu que se o resíduo for de óleo mineral, torna-se matéria-prima indicada para processamento nas fábricas de cimento. “No caso de o óleo ser vegetal, o resíduo pode ser usado diretamente no solo, na agricultura, como condicionador”, afirmou.

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