Cartografia na Amazônia recebe R$ 22 milhões em investimentos este ano

Investimentos de R$ 16,4 milhões serão feitos no Projeto Cartografia da Amazônia, informou esta semana o Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia).
Esse dinheiro é aplicado em serviços de campo executados no mapeamento da Amazônia, sob a coordenação projeto deve concluir em cinco anos as cartografias terrestre, geológica e náutica da região amazônica.
Desses recursos, R$ 10,8 milhões serão para o custeio das operações e R$ 5,6 milhões para investimentos necessários ao início de uma parte do trabalho, entre os quais, a construção de navios e equipamentos para atualizar a cartografia náutica das principais hidrovias da região.
Segundo a assessoria de imprensa do Sipam, este ano já foram repassados R$ 22,4 milhões para a execução dos trabalhos da cartografia da Amazônia. Em 2008 foram destinados R$ 68,5 milhões ao projeto.
Responsável pela execução da cartografia terrestre, o Exército já coletou imagens de 339 mil quilômetros quadrados, uma área semelhante à do Estado de Goiás, na região conhecida como Cabeça do Cachorro, no noroeste do Amazonas.
Já estão em fase de processamento as imagens de 70 mil Km2. Isso permitirá elaborar a primeira carta-imagem do projeto, com informações sobre a altimetria da região (padrão do relevo, depressões, morros), identificação de rios e dados preliminares do terreno. Até a conclusão do projeto, vários produtos intermediários serão divulgados para subsidiar pesquisadores ou mesmo auxiliar na gestão pública.
Segundo o diretor de Produtos do Sipam, Wougran Soares Galvão, até o final de julho também devem ser divulgadas as primeiras cartas dos levantamentos aerogeofísicos elaborados pelo Serviço Geológico do Brasil.
Os resultados do trabalho devem identificar áreas com potencial para futuro aproveitamento de reservas minerais. Em relação à Marinha, Galvão destacou que os recursos destinados à instituição garantirão o cumprimento de todos os prazos na construção dos navios que serão utilizados para produzir as cartas náuticas
Neste período, o governo federal investirá R$ 350 milhões. O principal objetivo é acabar com os vazios cartográficos na região e contribuir para o desenvolvimento e proteção da Amazônia. As cartografias vão auxiliar no planejamento e execução dos projetos de infra-estrutura como rodovias, ferrovias, gasodutos e hidrelétricas.

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