28 de junho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Cartões respondem por 12,9% do consumo das famílias do país

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A possibilidade de compra parcelada sem juros em até 12 vezes permite que o brasileiro tenha o padrão de consumo de bens de maior valor o que aquece os mercados.

O cartão de crédito está cada vez mais familiar ao consumidor brasileiro. Com o aumento no número de transações e redução do valor do tíquete médio, o volume de pagamentos com o meio eletrônico alcançou no primeiro semestre o índice de 12,9% do consumo das famílias no País. Nos últimos cinco anos, as compras parceladas sem juros no primeiro semestre aumentaram 10 pontos percentuais, atingindo em 2008, pela primeira vez, mais da metade (50,1%) do total faturado pela indústria de cartões no período. A expectativa é de que até o final do ano o financiamento sem juros no cartão de crédito atinja 51,8% do faturamento previsto para 2008, de R$ 223,5 bilhões. Esses e outros dados fazem parte do estudo exclusivo “A Evolução do Cartão no Acesso ao Crédito”, desenvolvido pela Itaucard.
“Este percentual indica que o aumento do consumo veio acompanhado de maior planejamento financeiro. A possibilidade de compra parcelada sem juros em até 12 meses permite que o brasileiro mantenha o padrão de consumo de bens de maior valor, contribuindo para manter os mercados e a produção aquecidos e mantendo as suas contas pessoais bme mais equilibradas”, afirma Fernando Chacon, diretor de Marketing do Banco Itaú.
A segurança nas transações, facilidade de financiamento e maior aceitação do mercado têm contribuído para tornar o cartão um importante instrumento de crédito no Brasil. O meio de pagamento eletrônico aumentou sua participação no volume de crédito disponível no mercado, mesmo com o forte avanço do crédito pessoal, em especial o consignado. No período de 2004 a 2007, a participação do cartão no volume total das operações de crédito cresceu de 23,4% para 25,2%. “Já quando olhamos para a evolução do cartão como meio de pagamento, um dos principais motivos para o ganho de mercado deve-se à substituição do uso do cheque pelos cartões de crédito”, explica Chacon. Em 1994, início do Plano Real, as transações com cartões de crédito representavam 0,5% do volume de cheques compensados. A expectativa é de que no final de 2008 a inversão observada em 2006 se reforce, com o número de operações com o meio eletrônico representando o dobro do total de cheques compensados no ano. Serão 2,9 bilhões de transações com cartão contra 1,4 bilhão de cheques compensados.
Entre os grupos que mais planejam o consumo com o cartão estão as mulheres, com 56% das suas compras pagas em parcelas sem juros, em tíquetes médios de R$ 213,00. Já quando pensamos em acesso ao crédito, os jovens de 18 a 29 anos se destacam com 51,7% de compras parceladas e tíquete médio de R$ 199,00. Apesar de apresentarem tíquetes médios mais altos “R$ 272,00” os homens parcelam menos, com 46% de suas compras realizadas à prazo. Ainda que parcelando “apenas” 47,6% de suas aquisições, os consumidores com mais de 60 anos também aderiram à esta modalidade de financiamento: em 2004, as compras parceladas eram 38,1% do volume total nesta faixa etária.
Em todas as faixas etárias observa-se também aumento representativo no valor da compra média. Destacam-se, novamente, jovens de 18 a 29 anos, cujo tíquete médio aumentou 49,6%, passando de R$ 133,00 para R$ 199,00.

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