Carta é a voz da Amazônia

Após três dias de discussão no Encontro de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia para a Rio+20, a “Carta da Amazônia” foi concluída. O documento integra questões e pensamentos de autoridades dos nove Estados da Amazônia Brasileira e deve ser encaminhada à presidente Dilma Rousseff durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que será realizada entre os dias 13 e 22 de junho, no Rio de Janeiro.
De acordo com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, o evento deu às pessoas que vivem na Amazônia a oportunidade de dizer o que realmente anseiam para a região. “É muito fácil vir do Sul ou Sudeste e apontar a maneira correta de trabalhar o desenvolvimento”, destaca. Para ela, mais importante do que o documento oficial é afirmar o compromisso de preservar.
“São de 25 a 30 milhões de pessoas vivendo por aqui e são para essas pessoas que precisar preservar e produzir. Realço que na carta uma das principais deliberações é no sentido de avançar naquilo que será debatido na Rio+20, que é a governança para o desenvolvimento sustentável”, diz.
Atualmente, a Amazônia conta com 67 etnias indígenas, o que totaliza mais de 150 mil índios. Entre os representantes, o membro da comunidade Macuxi, em Roraima, Jonas de Souza Marcolino. Em seu discurso, ele aproveitou para defender a regularização das terras e da transparência mediante aos atos preservistas.
O presidente da Faea (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas), Muni Lourenço, também enfatizou a necessidade de garantir seguranca jurídica aos produtores, agricultores familiares e pecuaristas. Segundo ele a relação entre preservação e produção de alimentos ainda precisa ser discutida. “Os ambientalistas levantam a cultura como ameaça à preservação quando, na verdade, somos aliados no processo”, diz.
O membro da Sicme (Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia) do Mato Grosso, José Joarez Pereira de Farias, a “Carta da Amazônia” pretende apresentar ao governo federal à necessidade de ampliar as linhas de créditos para industriários e direcionar os recursos financeiros dos Estados integrantes para que as soluções possam ser sentidas ainda em 2012.
O governador do Amazonas, Omar Aziz, garantiu o interesse de contribuir diretamente para aplicar a base do documento ao Estado. “Pretendemos encontrar a presidente antes da Rio+20 e analisar, junto aos outros governadores, esses pleitos”, fala.
Para Aziz, as diretrizes mais importantes da “Carta da Amazônia” dizem respeito ao incentivo às inovações científicas e tecnológicas e ao planejamento urbano das capitais envolvidas. “A ideia é unir forças para desenvolver o país e continuar prezando pelo meio ambiente”.

Mais sobre a Rio+20

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – ou Rio+20 – será realizada na cidade do Rio de Janeiro de 13 a 22 de junho. O evento marca os vinte anos de realização da Rio 92 (Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento) e pretende definir as metas de desenvolvimento sustentável para os próximos 20 anos.
O objetivo da conferência é a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável, por meio da avaliação do progresso e das lacunas na implementação das decisões adotadas pelas principais cúpulas sobre o assunto e do tratamento de temas novos e emergentes.

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