Carreira: Especialista em aplicativos em ascensão

O mercado de aplicativos (programas) para os telefones celulares está em alta. Em 2011, ele deve movimentar US$ 6.8 bilhões e, até 2015, entre US$ 25 bilhões e US$ 38 bilhões, variando conforme estimativas de consultorias internacionais como MarketsandMarkets e Forrester Research, respectivamente. No Brasil, no ano passado, o montante chegou a R$ 50 milhões.
E com o setor em alta, cresceu a necessidade do profissional especialista em aplicativos móveis. Segundo Amaro Júnior, headhunter e diretor de transição de carreira na Paulo Pedrosa Headhunter & Associados, as empresas e instituições da área tecnológica procuram demasiadamente por este profissional, mas geralmente não conseguem preencher seu quadro de funcionários. “Notamos que faltam profissionais com a experiência que as empresas solicitam, pois grande parte ainda está em formação por ser uma área considerada nova ainda”, disse.
Ele acredita que a tendência dessa profissão é crescer. “Com a demanda, cresce a procura por aperfeiçoamento, assim como foi na área de informática, em que as faculdades passaram a oferecer mais cursos voltados para a área, e com a de aplicativos para celular não será diferente, até porque com a tecnologia em desenvolvimento e todos os dias chegando mais celulares novos no mercado a tendência é que a necessidade deste profissional aumente”, destaca Amaro.
Para Raphael Sócrates, que é líder de design do INdT Manaus (Instituto Nokia de Tecnologia), apesar do mercado não ser grande, ele está crescendo, devido ao surgimento de novas empresas na capital amazonense. “O modelo geral de negócio permite que qualquer um possa criar aplicativos independentes e ganhar dinheiro desenvolvendo para mobile. Além disso, o potencial de serviços para governo, empresas e indústria é muito grande. Como o mercado é novo, é necessário um pouco de empreendedorismo de quem quer trabalhar na área, mas se você tiver boas ideias, disciplina e força de vontade acredito que será bem recompensado”, destaca o profissional que é formado em publicidade e propaganda, mas trabalha como designer há 14 anos.

Formação profissional

O líder de design comenta que Manaus tem grande potencial de formar esse tipo de profissional. “Temos o INdT, que é referência em desenvolvimento para mobile no Brasil, com vários projetos em conjunto com as principais universidades do Estado. Na Ufam (Universidade Federal do Amazonas) por exemplo temos um projeto de capacitação de alunos para a produção de aplicativos para celular”, disse Raphael, que ainda salienta que bolsistas do curso de design e computação já desenvolveram vários aplicativos que viraram produtos e estão disponíveis para os usuários brasileiros. “Isso movimenta a região, potencializa e capacita futuros profissionais. Na minha opinião, quem quiser realmente trabalhar na área se dedicar bastante e tiver talento, tem chances de boas vagas no mercado”, informa.
Sócrates conta que começou na área trabalhando em uma agência de internet em Brasília. “Na época não existia nada sobre a área, a internet estava começando, então tudo tinha que ser descoberto, a pessoa tinha que ser autodidata, comprar livros, aprender sozinho, hoje está bem mais fácil”, afirma.
Para trabalhar na área, é desejável que o profissional seja formado em designer, ciência da computação, engenharia de software, engenharia de computação, engenharia elétrica e áreas afins. Sócrates destaca que é necessário entender de linguagens de desenvolvimento e, no caso do designer, precisa saber utilizar as ferramentas, entender de tecnologia e ainda compreender o comportamento e o entendimento das pessoas ao utilizar os aplicativos.

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