Carmen de volta ao Festival de Óperas

Carmen estreia domingo (18), como a penúltima ópera do 18° Festival Amazonas de Ópera e, com certeza, a mais esperada do evento, tendo início às 19 horas, no Teatro Amazonas, com reapresentações nos dias 20, terça-feira, e 24, sábado, às 20 horas, também no Teatro Amazonas. Carmen foi apresentada no primeiro FAO, em 1997.
“O amor é um pássaro rebelde que ninguém consegue domar, e é inútil chamá-lo, foi ele que acabamos de recusar”. Assim começa uma das mais famosas árias da história da música composta pelo francês Georges Bizet, para Carmen.
Dividida em quatro atos, com libretos de Henri Meilhac e Ludovic Halévy, Carmen foi baseada na novela homônima de Prosper Merimée.
Na estreia mundial da ópera, em março de 1875, na Opera-Comique, em Paris, a plateia, acostumada com histórias edificantes e finais felizes, saiu do teatro escandalizada com o que acabara de ver, porém, a forte personagem-título ultrapassou o status de ícone feminino para transformar-se em um símbolo de liberdade e originalidade e a aversão pela cigana foi por terra, aclamada, sete meses depois, em Viena, ao ser assistida por ninguém menos que Brahms, Wagner, Tchaikovsky e Nietzsche. Bizet não pode assistir ao sucesso de sua última obra, pois havia morrido três meses antes, com apenas 37 anos de idade.
Alexandre César Léopold Bizet, depois Georges Bizet, nasceu em Paris, em 1838, e morreu em Bougival, 1875, no mesmo ano em que sua ópera, que se tornaria uma das mais famosas do mundo, foi do inferno ao céu em apenas duas apresentações.
Desde cedo Bizet foi um brilhante estudante no Conservatório de Paris, vencendo competições e ganhando prêmios, tornando-se músico e compositor. De 1855 a 1875, compôs 16 óperas, algumas de grande sucesso, como Lês peucheurs de perles, de 1863, e La jolie fille de Perth, de 1866, e justamente Carmen, a que faria o maior sucesso entre todas, pode ter sido uma das causas da morte do compositor. Com o fracasso da estréia, três meses depois, em junho de 1875, Bizet morreria de ataque cardíaco.

Chilena interpretará Carmen
No Festival Amazonas de Ópera, Carmen terá a direção, concepção e cenografia do italiano Enrico Castiglione e direção musical e regência da Amazonas Filarmônica por Luiz Fernando Malheiro.
Na história, a sensual cigana Carmen, sem remorso ou piedade, enfeitiçava os homens com seu olhar penetrante em 1820, na cidade espanhola de Sevilha.
A trama tem início quando, após uma briga, Carmen faz mais uma “vítima” ao atirar uma rosa no rosto de Don José, conquistando de imediato o soldado que se separa da noiva Micaëla e desencadeia a trágica história de amor.
No FAO, quem viverá Carmen será a chilena naturalizada espanhola, Cristina Gallardo-Domâs, uma das mais importantes vozes da música lírica da atualidade.
Com um extenso currículo que inclui prêmios e apresentações nos principais palcos do mundo como o Teatro alla Scala de Milão (Itália), Metropolitan Opera em Nova Iorque (EUA), Staatsoper Viena (Áustria), Ópera Nacional de Paris (França) e Ópera de Tóquio (Japão), entre muitos outros espetáculos e festivais, Cristina terá a companhia no palco do tenor Andeka Gorrochategui, como Don José, Homero Velho (Escamillo), Joanna Parisi (Micaëla), Alfonso Mujica (Morales/Dancairo), Kátia Freitas (Fransquita), Andreia Souza (Mercedes), Cristhiano Silva (Remendado) e Murilo Neves como Zuninga.
Todas as recitas de Carmen, em Manaus, terão as participações do Corpo de Dança do Amazonas, do Coral do Amazonas e das crianças e jovens do Coral Infantil do Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro, com figurinos de Sônia Cammarata, coreografia de Adriana Góes e iluminação de Fábio Retti.

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