Captação no mês é a 2ª maior do ano

Os depósitos da caderneta de poupança superaram os saques no mês de setembro, resultando em uma captação positiva de R$ 3,51 bilhões, a segunda maior do ano, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central. É o quinto mês consecutivo em que o saldo entre os depósitos e os saques fica positivo. O resultado no mês de setembro só é menor do que o do mês de julho, quando o saldo foi positivo em R$ 6,7 bilhões.
Em agosto, a captação foi positiva em R$ 3,1 bilhões. No mês passado, os depósitos somaram R$ 84,86 bilhões e os saques R$ 81,35 bilhões. O mês teve 21 dias úteis.
No acumulado do ano, os depósitos já superam os saques em R$ 15,7 bilhões.
No mesmo período do ano passado, a captação estava positiva em R$ 10 bilhões. Com a captação positiva registrada neste ano, o estoque de dinheiro nesse tipo de investimento já se aproximada da marca histórica dos R$ 300 bilhões -está em R$ 299,92 bilhões.
No final do ano passado, o total de recursos depositados na poupança era de R$ 270,5 bilhões.
Além da captação positiva do período, a poupança recebeu ainda R$ 13,7 bilhões relativos à rentabilidade do dinheiro que já está aplicado.

Processo de recuperação começou a partir de maio

A poupança começou o ano registrando saída de recursos. Até abril, o resultado acumulado estava negativo em R$ 1,5 bilhão. A partir de maio, no entanto, a caderneta entrou em um processo de recuperação.
A retomada dos investimentos na caderneta de poupança acompanha a recuperação do emprego e da economia brasileira nos últimos meses. Pesa também a queda na taxa básica de juros, que diminuiu a rentabilidade de vários fundos de investimento.
Por causa disso, o governo chegou a anunciar que enviaria ao Congresso Nacional, no mês passado, projeto prevendo a cobrança de Imposto de Renda sobre cadernetas com mais de R$ 50 mil. O projeto, porém, ainda não saiu do Palácio do Planalto porque, de acordo com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, deputados e senadores governistas querem maior discussão do projeto antes de ele chegar ao Congresso.
Pela proposta do governo, será aplicada uma alíquota única de 22,5% sobre o rendimento do valor que ultrapassar R$ 50 mil -ou seja, quem tem R$ 90 mil na caderneta pagará IR sobre os R$ 40 mil que excedem o limite estabelecido.

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