Capitalismo chega aos data centers

Depois de décadas e décadas de desperdício e relativa imobilidade, tudo indica que a lógica do capitalismo começa a chegar aos data centers. O sistema, segundo seus defensores, é o meio mais eficiente e eficaz de prosperidade e desenvolvimento, por depender basicamente do seu próprio esforço, acumula e desfruta dos produtos gerados por ele mesmo.
Isto significa que, se até algum tempo atrás, estas centrais de processamento cresciam com as demandas de dados, mas com baixa taxa de evolução em termos de custo/performance, agora a competitividade dos sistemas – maior geração de riquezas pelo menor custo agregado – coloca-se como valor indispensável.
Devido à banalização e ao custo cada vez mais baixo do dado (Bit Cost), esta chamada nova “era da otimização” foca em um crescimento ainda mais massivo e rápido da demanda de TI. Este crescimento impulsiona novas exigências e quesitos, como a do acesso às informações rápidas e 100% disponíveis. Hoje, a alta disponibilidade, com “zero downtime”, não é mais um ponto acessório, mas sim mandatório.
Na verdade, inicia-se pela explicação de “missão-crítica” e o custo atrelado do downtime – custos tangíveis (operacional e faturamento) e intangíveis (imagem). Hoje, não importa o custo de downtime, ele simplesmente não é mais aceito. E o conceito de aplicações de “missão crítica” também foi massificado, como internet, correio eletrônico, sistema de telefonia, diretório, sistema de catraca, filtro de email, filtros de internet, proxies, antivirus, e por aí segue uma lista enorme…
E é justamente por essa busca incessante de melhorar a eficácia e produtividade operacional dos data centers, que coloca na ordem do dia o tema da consolidação e virtualização, tecnologias que se apresentam hoje como “a bola da vez”, desta nova era.
Institutos de pesquisas respeitáveis apontam que até o fim de 2009 serão mais de quatro milhões de máquinas virtualizadas. E que estamos apenas em 10% do potencial. Serão 40 milhões de máquinas virtuais em 2012.
Definir este movimento, apenas, como a volta do mainframe aplicado ao mundo distribuído, é simplicíssimo. Falo, na verdade da quebra de um novo paradigma, que há muito cerca o ambiente distribuído: A Otimização de Recursos.
Existe um entendimento incoerente com o processo de otimização, conceituado como caro e que produz rupturas. Apesar de ser complexa (até em função dos sabores de plataformas existentes), a otimização está longe de ser um processo caro e abrupto. O grande problema, porém, e que muitas vezes acaba onerando os custos, é a falta de conhecimento ou “awareness” do data center.
E o que é o conhecimento? Este, na verdade, passa pelo inventário do ambiente (comumente chamado de asset management), mas envolve, principalmente, o mapeamento das cargas de processamento, também chamada de Workload.
O Workload, não é apenas um servidor, um sistema operacional ou uma aplicação, mas sim uma métrica que representa as operações dos data centers e o conjunto de itens identificados no tempo para uma determinada função e representados no tempo e espaço (servidor físico ou virtual).
Este conceito traz consigo a sua principal vantagem: A portabilidade. Os workloads podem ser movidos, demovidos, construídos, mantidos, destruídos, aposentados, replicados, contingenciados, e até medidos. Workload, ainda, representa todo o ciclo de entrada e adoção de uma nova aplicação nos data centers, desde a fase inicial de ‘rolout’ (onde as cargas são cíclicas), passando pela fase produtiva (cargas sazonais e ocorrem picos) e por fim, a fase de aposentaria ou ‘sunset’ (as cargas são randômicas).
Por isto, a bola da vez, ou virtualização, aliada a ferramentas do mercado de análise e conversão de workload (Físico/Virtual para Físico/Virtual) causam e causarão um grande impacto. Pois, com esta combinação, tornou-se possível flexibilizar ainda mais a movimentação de cargas/workloads, dentro de um data center, conforme o comportamento, fase e recursos disponíveis para aplicações.
Ao alavancar o uso do servidor por meio da virtualização, aumentou-se a produtividade das máquinas e diminuiu-se a ociosidade das mesmas. Como consequência, temos a diminuição de custos ao longo do tempo.

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