Candidata Marina Silva classifica de “retrocesso” novo Código Florestal

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, criticou ontem a aprovação pela comissão especial da Câmara dos Deputados do novo Código Florestal. Ela disse que a proposta é um “retrocesso” e pediu a mobilização da sociedade para derrubá-lo no Senado.
“Espero que a sociedade brasileira possa dialogar com os senadores como fez com o Ficha Limpa, que a gente não continue sujando as fichas das nossas florestas com esse tipo de retrocesso.”
O texto foi aprovado na Câmara por 13 votos contra 5. Ainda precisam ser votados nove destaques, que podem mudar o texto final. Após a aprovação, os deputados começaram a gritar “Brasil, Brasil”, e os ambientalistas, “retrocesso, retrocesso”.
O relator do Código, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), apresentou alterações em seu parecer. O parlamentar propôs retirar o poder dos Estados de reduzirem as faixas de mata ciliar ao longo dos rios.
Um dispositivo de sua proposta inicial, apresentada no começo de junho, previa que as unidades da federação diminuíssem ou aumentassem em 50% as chamadas APPs (áreas de preservação permanente) às margens dos cursos d’água.
Com o projeto de Rebelo, os rios com menos de cinco metros de largura poderiam ter a mata ciliar reduzida de 30 metros, o previsto pelo código atual, para 7,5 metros. Caso mantenha a proposta apresentada, a faixa mínima fica em 15 metros.

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