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Campeões com sabores diversos

E mais uma edição do Comida di Buteco chega ao fim com três vencedores e sabores bem distintos em seus pratos. Um é originário da Bahia; o outro, de Pernambuco; e o terceiro vem do Peru.

O Point do Acarajé participou pela primeira vez do concurso e conseguiu vencer os demais 20 concorrentes com o petisco ‘Ó Pai, Ó’, um acarajé exatamente como é feito em Salvador, garante Dienne Pereira, paraense proprietária do restaurante há dez anos, sete somente no Parque Dez de Novembro.

“Meu marido é baiano e, quando íamos à Bahia, ele se deliciava com a gastronomia de lá, que não era encontrada aqui, em Manaus. Então, vendo como as baianas faziam o acarajé, aprendi apenas olhando, e comecei a fazer para o meu marido e os nossos amigos. Foi então que eles deram a ideia de eu abrir o restaurante. Como vi que tinha demanda, fui aprendendo outros pratos e hoje o Point do Acarajé é o restaurante mais baiano do Amazonas”, afirmou.

Atualmente o Point do Acarajé serve passarinha (baço frito de boi), caldo de sururu, carne de sol com pirão de aipim, camarão empanado, abará, xinxim de bofe, sarapatel de porco, entre outros pratos só encontrados na Bahia. No ‘Ó Pai, Ó’ o acarajé é acompanhado por vatapá e camarão no azeite de dendê, tomate cortadinho e molho de pimenta.

“Meus pratos não foram regionalizados. São preparados com os mesmos ingredientes e da mesma forma como na Bahia”, assegurou.

Todos os itens do cardápio podem ser solicitados por delivery. Às sextas-feiras e sábados o ambiente é animado com voz e violão.

Vindo de Pernambuco

Este ano a Garagem do Careca, no São José, participou pela segunda vez do Comida di Buteco e, como no ano passado não tiveram uma boa colocação, não tinham muita esperança de ficar entre os três primeiros colocados, mas acabaram sendo os vice-campeões do concurso.

“Testamos alguns petiscos e resolvemos escolher o escondidinho, que recebeu o nome de ‘Escondidinho exibido”, revelou Vânia Lopes que, junto com o marido Jurimar Glória Campos, o Careca, são os proprietários do restaurante.

“Trabalhei com lanchonete há quase dez anos, e como tinha essa garagem aqui em casa, em 2021, resolvi abrir a Garagem do Careca”, contou Jurimar.

O escondidinho é um prato da cozinha pernambucana, de origem africana. Recebe este nome porque o recheio, geralmente de carne de sol, fica oculto por uma cobertura. No caso do ‘Escondidinho exibido’, queijo mussarela derretido esconde a carne assada de panela servida na cestinha de pastel. Acompanha geleia de banana pacovã, levemente apimentada.   

A Garagem do Careca ainda ganhou o 1º lugar em vendas da cerveja patrocinadora do concurso. Foram 40 grades em menos de um mês do concurso.

“Aqui nós não temos um cardápio fixo. Acho que é por isso que agradamos a todos os clientes. O básico é a comida caseira, mas também temos tacacá, pirarucu de casaca, sanduíches e um bar onde servimos variados drinques”, informou Vânia.

Jurimar e Vânia. Além do segundo lugar, foram os que mais venderam cervejas

“Outra coisa que atrai bastante os clientes é o karaokê, que temos aqui. Muitos dos clientes soltam a voz no nosso karaokê. Também quando tem jogo às quartas-feiras, principalmente do Flamengo, abrimos especialmente para que os clientes vejam o jogo no nosso telão”, avisou.

A Garagem do Careca não atende delivery e o som musical é ambiente.

O Peru em Manaus  

Nada como a persistência. O restaurante Mira Flores participou pela quinta vez do Comida di Buteco, e finalmente subiu no pódio, em terceiro lugar com o ‘Patacon Mix’. Especializado em comida peruana, há doze anos no conjunto Beija Flor, o Mira Flores conseguiu se firmar no paladar de peruanos e manauaras.    

“Como este ano o tema foi livre, resolvi investir num mix de pratos tradicionais no Peru, mas que também caíram no gosto dos manauaras”, explicou Robenita Caldas, chef há 18 anos, tendo aprendido a culinária peruana com a mãe, Alice, dona de um restaurante na Tríplice Fronteira (Brasil/Colômbia/Peru). Robenita bebeu na fonte da culinária peruana, considerada uma das melhores do mundo com o chicharon, lomo saltado, ceviche, cecina, e patacon. Ela estudou gastronomia, em Lima, capital do país.   

Dienne e o acarajé como nas ruas de Salvador. O restaurante mais baiano do Amazonas

O ‘Patacon Mix’ são cestinhas feitas de banana pacovã recheadas com filé bovino, filé de frango, camarão, cecina e ceviche. Acompanha leite de tigre.

Além da decoração do país andino, com imagens de Machu Picchu, o bairro de Mira Flores, lhamas, e toalhas de mesa com motivos do povo inca, o cliente ainda pode fazer selfies com roupas típicas do povo peruano, sem falar que nos finais de semana o som ao vivo é com músicas de nossos vizinhos de língua espanhola.

O Mira Flores aceita delivery.   

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Onde estão?      

Point do Acarajé, rua do Comércio, 115, esquina com Manoela Marques, Parque Dez de Novembro. Abre de terça a domingo, das 18h às 22h. Informações: 9 8137-5651 – Insta: @pointdoacaraje

Garagem do Careca, rua das Palmeiras, 25, São José 3. Abre de quinta a domingo, das 19h à meia-noite. Em dias de jogo, abre às quartas-feiras. Informações: 9 8154-2305 – Insta: @garagemdocarecaoficial

Mira Flores, rua Inhaúma, 196, Flores. Abre de terça a sábado, das 11h às 23h; aos domingos, das 11h às 18h. Informações: 9 9428-4999 – Insta: @restaurantemiraflores  

Evaldo Ferreira

é repórter do Jornal do Commercio
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