Camelôs apresentam resultado de plebiscito

O Prefeito Amazonino Mendes recebe ontem, o resultado oficial do plebiscito realizado na semana passada pelo Sincovam (Sindicato do Comércio de Vendedores Ambulantes de Manaus). A consulta indica que 98% dos quase dez mil entrevistados concordam com a saída dos camelôs das ruas do centro da cidade. A entrega foi feita por membros do Sincovam, que estavam acompanhados pelo presidente do grupo Uai, Elias Targinele, e um representante do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Juliano Valente.
O presidente do sindicato, Raimundo Inácio Ferreira, destacou o apoio que a categoria vem recebendo da Prefeitura na luta por melhores condições de trabalho. “Viemos aqui agradecer o apoio que o senhor (prefeito) está nos dando e mostrar o resultado do plebiscito que comprova que a população está a favor da retirada do camelô das ruas. É um momento inédito em que os camelôs brigam para sair das ruas”, disse o presidente.
Amazonino reafirmou o empenho da administração municipal em resolver o problema dos ambulantes, e voltou a lamentar a decisão judicial, que determina a demolição do camelódromo.
Segundo ele, independente da Copa do Mundo de 2014 é necessário arrumar uma solução para o problema, que de acordo com estudos técnicos da Prefeitura, tendem a aumentar. ”Não podemos por os camelôs em um local distante. A única solução é alojá-los, de forma decente, em área de grande movimento. A ideia de usar aquela área do porto foi muito inteligente”, ressaltou Amazonino.
Para o prefeito, a vontade do povo de ver as calçadas livres, aliada a vontade dos camelôs, de deixar as ruas, deve fazer com que o bom senso prevaleça e a obra do camelódromo possa ser concluída. “Não se pode condenar a cidade e a revitalização do centro, é preciso que o bom senso prevaleça. Eu sempre apostei nisso, e acredito que vamos construir o camelódromo provisório lá, é só uma questão de tempo”, disse Amazonino.

Planejamento do Camelódromo foi planejado, afirma UAI

O presidente do Grupo Uai, Elias Targilene, lembrou que o planejamento do camelódromo observou todos os detalhes técnicos necessários e que o empreendimento é fundamental para que Manaus receba a Copa de 2014. Ele destacou que a instalação dos camelôs na área do porto é provisória. “Desde que o projeto foi apresentado, ficou claro que esta primeira etapa será temporária e que o local do Centro Popular de Compras definitivo já está definido”, disse Elias ao se referir a área do Boothline, próxima ao Porto Privatizado.
Juliano Valente, representante do Iphan explicou que a posição do órgão é trabalhar junto às instituições envolvidas para garantir que as instalações provisórias cumprirão todos os prazos determinados.

Revitalização do Centro

Segundo ele, o Iphan está de acordo com a obra e acredita que a construção do camelódromo em uma área provisória só irá colaborar para o processo de revitalização do centro. “Queremos garantir que a ocupação do espaço do porto será temporária em vista de um local definitivo. É preciso iniciar o trabalho de revitalização do centro”, disse Valente, acreditando que a obra será concluída.
A vendedora ambulante Socorro Freitas, retrata o camelódromo como um resgate da dignidade das pessoas que trabalham nas ruas da cidade. Socorro lamentou a determinação da justiça de demolir a estrutura já construída, uma vez que muitas famílias vêem no novo empreendimento a oportunidade de continuar garantindo seu sustento. “Hoje, nosso sentimento é de tristeza, gostaria que a pessoa responsável por tudo isso parasse e refletisse no bem estar da cidade de Manaus”, apelou.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email