Camelódromo vira briga política

A guerra em torno da construção do Shopping Popular para abrigar os camelôs da cidade esta formada. De um lado vereadores da oposição e, de outro, os da situação, vendo na polêmica que se formou entorno do fato um prato cheio para disputa de egos que se forma em tempos eleitorais.
Ontem em sessão realizada no plenário da CMM (Câmara Municipal de Manaus), os vereadores deixaram em evidência que a questão passou de social para política leia-se: politicagem. Para os vereadores da bancada de oposição, a prefeitura de Manaus é quem deve arcar com os valores da obra e que grandes marcas como: Coca-Cola e Habib’s, não podem dividir o espaço com os ambulantes.
Segundo o Vereador do PDT, Mário Frota, os vendedores estão iludidos com falsas promessas e terão prejuízos ao aceitar a instalação do shopping em área privada. “Ao serem empurrados para um lugar particular os vendedores terão que pagar taxas, água, luz e internet, o que vai custar no mínimo 480 reais ao mês para cada ambulante. O ideal é que a prefeitura pague pelo menos um ano de concessão para que os camelos possam se firmar no local”.
O empreendimento que é provisório foi orçado em R$ 7 milhões e há 15 dias teve suas obras paralisadas pela ANTAQ (Agência Nacional de Transporte Aquáviário) SEP (Secretaria Especial dos Portos) do governo Federal, que ingressou com a ação alegando que a construção do camelódromo não contou com a autorização das autoridades portuárias. De acordo com o Diretor da empresa Roadway, Elias Targilene, um mandado de segurança foi impetrado em Brasília, porque a Justiça se equivocou ao notificar a Prefeitura de Manaus e o Grupo UAI, que não são responsáveis pela construção. “Mesmo assim, sem ter sido notificada, a empresa Roadway suspendeu as obras e está amargando grandes prejuízos, mas o prejuízo maior é para a cidade de Manaus”, ressaltou.
Em um plebiscito realizado pelo Sindicato do Comércio dos Vendedores Ambulantes de Manaus, 97% da população manauara concorda com a construção do Shopping no Porto de Manaus, segundo o Presidente do Sindicato Raimundo Ferreira serão gerados 2.135 empregos diretos, e pos isso a classe não irá desistir fácil. “Quarta-Feira iremos a Brasília, afim de que sejamos ouvidos pelas autoridades competentes a respeito dessa decisão que contraria não só os interesses sociais, mais principalmente os interesses econômicos da nossa cidade”, concluiu.
Para a vereadora, Mirtes Sales (PP), a decisão de demolição do camelódromo foi uma surpresa, já que a prefeitura notificou os órgãos que acreditava ser os responsáveis pelo local, como a SNPH (Sociedade de Navegação dos Portos e Hidrovias do Estado do Amazonas). “É uma pena que a primeira vez que se chega a um consenso sobre o assunto que é extremamente importante para nossa economia, um órgão que nem sabíamos que existia embargue a obra sem ao menos discutir com a população, o lugar escolhido não poderia ser melhor, estamos dispostos a lutar com os vendedores”, salientou.

Impasse pode refletir na Copa do Mundo de 2014

No dia 15 de setembro uma comissão da Fifa virá a Manaus para conferir o andamento das obras para a Copa do Mundo de 2014. E uma das exigências do Comitê Organizador é que os vendedores ambulantes do entorno central de Manaus sejam retirados, para o melhor fluxo dos turistas que visitaram a cidade para a Copa das Confederações e no evento principal da Copa do Mundo.
Conforme o Diretor da empresa Roadwy Elias Targilene, a revitalização do centro comercial e do patrimônio histórico é condição essencial para que Manaus abrigue os jogos na Copa do Mundo de 2014. “A Antaq não está preocupada se Manaus terá ou não Copa do Mundo, e mais de dois milhões de pessoas não podem perder investimentos por causa da Antaq”, assinalou o empresário.

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