Calote com cheques recua para 1,86%

A inadimplência com cheques registrada em todo o território nacional foi de 1,86% em maio de 2010

A inadimplência com cheques registrada em todo o território nacional foi de 1,86% em maio de 2010. Trata-se do menor percentual registrado para o quinto mês do ano desde maio de 2004, conforme revelou o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos, divulgado ontem.
No acumulado do ano, o levantamento também verificou queda no percentual de cheques sem fundos. De janeiro a maio houve 1,90% de cheques devolvidos, menor índice percentual registrado pela empresa desde 2006, considerando os cinco primeiros meses do ano.
Enquanto a inadimplência geral (que inclui ainda outras formas de pagamento e cobrançao, a exemplo de cartões de crédito e financeiras, protestos e dívidas com bancos) apresentou elevação no quinto mês do ano, os cheques sem fundos, por sua vez, seguiram em direção contrária. Os recuos verificados na inadimplência com cheque se devem, na avaliação dos economistas da Serasa Experian, à recuperação da qualidade neste instrumento.
“Em um ambiente de endividamento crescente, o cheque promove agilidade no registro da inadimplência, por meio de sua devolução. Além disso, o consumidor tem evitado o parcelamento com cheque pré-datado, porque oferece prazos menores de financiamento, não há opção de amortização menor que o valor acordado e a renegociação é mais difícil”, explicou a Serasa Experian, por meio de texto distribuído à imprensa.
A perspectiva, conforme os economistas da empresa, é de que, apesar de haver espaço para novos decréscimos na inadimplência com cheques, o bom volume de vendas no Dia das Mães, na Copa do Mundo e no Dia dos Namorados, ampliando o endividamento do consumidor, podem causar algum impacto neste indicador. “De qualquer forma, a inadimplência com cheques fechará o ano menor que a registrada em 2009”, assinalou o texto da Serasa.

Estados e regiões

Entre os estados brasileiros, a maior ina­dimplência registrada com a forma de pagamento no acumulado do ano foi re­gistrada, como nos comparativos anteriores, no Amapá (+12%).
Nos postos seguintes da lista de mau pagadores com cheques, aparecem os estados do Maranhão (índice de 9,70%), Roraima (9,63%), Acre (8,02%) e Sergipe (6,69%).
Em São Paulo, o índice de cheques sem fundos no acumulado de janeiro a maio deste ano é o menor do ranking: 1,45%. Rio (1,57%), Santa Catarina (1,70%) e Paraná (1,70%) aparecem na sequência.
Por regiões, a Norte apresenta o pior resultado em termos de emissões sem respaldo em conta corrente, com índice positivo de 4,29% nos cheques sem fundos em 2010, até maio. Nordeste (3,23%), Centro-Oeste (2,43%), Sul (1,82%) e Sudeste (1,57%) completam o levantamento.

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