O Estado do Amazonas fechou o mês de dezembro com saldo negativo na geração de empregos. Foram admitidos 9.716 trabalhadores, e demitidos 15.328, gerando um deficit de 5.612 postos de trabalho. Em todo o ano de 2013, porém, o saldo é positivo em 24,3 mil vagas, sendo que só a indústria gerou 9,6 mil novos postos de trabalho. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta terça-feira pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), em todo o país, o saldo líquido de geração de empregos formais em 2013 ficou em 1.117.171 e foi o pior dos últimos dez anos.
O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, afirmou ontem que o Brasil está gerando empregos “razoáveis” em comparação com o resto do mundo. “Aí está o milagre brasileiro, o mundo todo está querendo saber como nós conseguimos, em paralelo a toda essa crise, gerar empregos”, disse.
Para 2014, a previsão de Dias é que o país gere entre 1,4 milhão e 1,5 milhão de empregos. O ministro citou que a indústria cresceu e “tem tudo para crescer mais ainda neste ano” e afirmou que os serviços têm aumentado permanentemente. “Serviço continua sendo o grande carro chefe”, afirmou.
O ministro mencionou que alguns organismos internacionais preveem que o Brasil cresça em torno de 2% a 3% em 2014. “Neste ano (2013) não houve crescimento alto e geramos emprego”, disse. Dias citou, ainda, que os investimentos que estão sendo programados no Brasil “são de alguns bilhões.” “Isso é jogado na economia e irriga”, afirmou.
Dias afirmou que não é tarefa da pasta cuidar de inflação, após ser questionado sobre eventuais pressões da taxa de desemprego na inflação. “A inflação está sob controle no Brasil. Por isso, não deixamos de gerar emprego”, minimizou.
Questionado se o governo deixaria o mercado de trabalho desacelerar para conter a inflação, Dias disse que isso não é necessário. “O governo tem controle da inflação”, argumentou. Perguntado sobre um valor de “inflação mínima” no Brasil, o ministrou afirmou que essa é uma questão do Banco Central e do Ministério da Fazenda.

Seguro desemprego
O ministro do Trabalho e Emprego também disse que governo, patrões e empregados vão discutir soluções para o seguro-desemprego e o abono salarial em março. Segundo ele, não há um prazo para chegar-se a um acordo. “Não precisa de consenso. Se não tiver consenso, vai para decisão”, afirmou, sem detalhar qual seria a decisão.
Em outubro de 2013, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo estudava a redução dos gastos com seguro-desemprego e abono salarial.

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