Caged aponta desaceleração na geração de empregos em julho

A geração de empregos formais até julho registra saldo de 1.222.495 vagas, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O saldo entre admissões e demissões no ano já é 13,38% maior na comparação com o mesmo período do ano passado e está próximo do recorde, verificado no mesmo período de 2004 (1.236.689 vagas). Em julho, o saldo entre demitidos e admitidos ficou positivo em 126.992, alta de 0,44% na comparação com o mês anterior, mas queda de 17,73% em relação ao mesmo mês de 2006, quando foram criadas 154.357 vagas.
Nos últimos 12 meses, a variação acumulada atingiu alta de 4,99%, ou 1.373.026 de novos empregos formais.
A expectativa do Ministério do Trabalho é a de que a geração de empregos com carteira assinada em 2007 fique entre 1,55 milhão e 1,6 milhão, pouco abaixo da previsão inicial de 1,65 milhão de postos, e acima do recorde registrado em 2004, quando foram criadas 1,523 milhão de vagas. Dados de julho indicam redução no ritmo de crescimento em relação aos resultados obtidos em abril (alta de 1,08%), maio (alta 0,75%) e junho (0,64%), segundo o Caged.

Construção civil cresce 1,28%

No mês passado, havia no país um total de 29,98 milhões de empregados com carteira assinada.
Todos os grandes setores de atividade econômica apresentaram expansão do emprego formal em julho. O destaque fica para Serviços, com o acréscimo de 38.154 postos (alta de 0,33%), seguido por Indústria de Transformação, com 28.996 postos de trabalho (+0,43%), e, Comércio, com 27.921 vagas (+0,45%).
Na Agropecuária, o saldo mensal foi de 7.986 novos postos de trabalho (alta de 0,48%), resultado considerado modesto quando comparado ao ocorrido em julho de 2006 (27.748 vagas). “Esse desempenho reflete uma antecipação das demissões nas atividades cafeeira e sucro-alcooleira do centro-sul do país, habitualmente iniciadas em agosto de cada ano”, afirma nota do Caged.
Ainda assim, a Agropecuária apresentou uma elevação de 246.423 postos de trabalho (alta de 17,10%) no acumulado do ano, incremento só ultrapassado em período idêntico de 2004, quando foram criados 271. 585 postos.
A construção civil brasileira encerrou o primeiro semestre de 2007 com saldo de 111.138 novos empregos formais, o que corresponde a uma elevação de 7,16% no ano. Com isso, o contingente de empregados com carteira assinada superou o patamar de 1,663 milhão no primeiro semestre.
Segundo o presidente do SindusCon-SP, João Claudio Robusti, o crescimento do emprego continua acentuado nos segmentos de preparação de terrenos e de edificações. Em junho, as construtoras do país absorveram mais 21 mil trabalhadores, uma elevação de 1,28% em relação a maio. Em 12 meses, a alta no saldo de contratações é de 8,05%, o que significa a inclusão de 124 mil empregados no setor.
Com um saldo positivo de 6.036 vagas, o nível de emprego da construção civil no Estado de São Paulo subiu 1,31% de maio para junho.
O resultado colaborou para que o estoque de trabalhadores no Estado chegasse a 467 mil.

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