Café Palácio comemora o Dia do Escritor

Domingo, 25 de julho, é o Dia do Escritor. Tendo Manaus uma plêiade de escritores, poetas, romancistas, cronistas, articulistas, ensaístas, historiadores e jornalistas, a data não poderia passar sem ser comemorada, o que acontecerá num evento realizado no Café Palácio, nas dependências do Centro Cultural Palácio da Justiça, às 19h, aberto a todos que gostam da boa escrita e da boa leitura. O encontro está sendo organizado pelos membros do Clam (Clube Literário do Amazonas), com apoio da Canoa da Cultura.

“A última reunião dos membros do Clam aconteceu no final do ano passado. Tínhamos vários eventos programados para esse ano, mas com a pandemia foi preciso suspender todos. Agora, com o avançado processo de vacinação, nos reunimos e deliberamos que já poderíamos voltar a realizar nossos encontros presenciais”, falou Eylan Lins, presidente do Clam.

O encontro, na realidade, um sarau, terá a abertura feita pelo produtor cultural Nelson Castro. Em seguida, Eylan proferirá um breve discurso, que antecederá as declamações dos poetas Alexandre dos Santos, Álvaro Smont, Bruce Nyx, Edivan Rafael, Eylan Lins, Everaldo Nascimento, Gadi Plank, Glaymon Albuquerque, Gracinete Felinto, Grace Cordeiro, Laís Fernanda Borges, Leon Levi, Manoel Assis, Miguel de Souza, Naldo Cinzas, Nelson Castro, Rafael Marques, e Tainá Vieira. Haverá ainda a saudação aos convidados Guaraci Andrade, Daniel Lira e Aline Galvão. O sarau será encerrado com o sorteio de livros.

“Um dos objetivos desse encontro, além da comemoração, é mostrar aos escritores que as situações ruins também nos ensinam. Perdemos vários amigos e amigas das letras, mas temos certeza que eles não gostariam que deixássemos de celebrar esse dia”, disse Eylan.

Diplomas e comendas

Eylan aproveitará a reunião dos vários escritores para anunciar que já está em fase final de produção a antologia ‘Autobiografia’, revisada, diagramada e ‘rodando’, na editora.

“No dia 20 de outubro, Dia do Poeta’, iremos lançar ‘Autobiografia’, e comemorar os 20 anos do Clam completados este ano”, adiantou.

Para marcar com galardão de ouro os 20 anos do Clube, serão entregues dois diplomas de reconhecimento e uma comenda em evento especial. Os diplomas irão para a Canoa da Cultura, como ‘Melhor projeto cultural’. Idealizada por escritores locais, a canoa, símbolo maior do amazônida, se faz presente em vários eventos culturais de Manaus tendo como passageiros, livros de escritores da Amazônia. O outro diploma, de ‘Melhor antologia poética’, irá para a poeta Franciná Lira, organizadora da antologia ‘Faces e fases’, e fundadora do grupo ‘Formas em Poemas’, que reúne somente mulheres poetas. A comenda será entregue a Tiago Hakiy, alçado a embaixador cultural do Clam, durante o evento. Descendente do povo sateré-mawé, Tiago é poeta, escritor e contador de histórias tradicionais indígenas. É autor de vários livros sobre a temática, voltados para o público infantil, de renome nacional e internacional, levando o nome do Amazonas para fora das fronteiras do Estado.

Atividades literárias      

Além de fundadora, Franciná Lira é coordenadora cultural do ‘Formas em poemas’. O grupo de mulheres poetas se reúne periodicamente para saraus, mas também promove a organização de antologias.

“Esse ano já realizamos alguns encontros, dois deles aconteceram na casa de Ana Peixoto, que nos deixou em setembro do ano passado. Sua filha, Roberta, quer manter o legado poético deixado por sua mãe. Continuaremos a fazer esses encontros na casa da Ana, como ela fez durante anos”, lembrou Franciná.

Franciná é pedagoga, membro da Academia de Letras do Brasil, da Associação Brasileira de Escritores e Poetas Pan-Amazônicos, e da Associação dos Escritores do Amazonas. Tem publicados, ‘A rosa e o beija-flor’, ‘As dez poetisas’, ‘Uma questão de peso’, ‘A imortalidade amazônica’, ‘O planejamento e as interações na educação infantil’, e ‘Faces e fases’. Ano passado ganhou o primeiro lugar no concurso ‘O melhor poeta contemporâneo do Estado do Amazonas’, realizado pela Editorial Almeida.

“Como pedagoga, estimulo os alunos a gostar de ler e escrever” – Foto: Divulgação

“Como pedagoga na escola Professora Dalvina Silva de Oliveira, no Tarumã, estimulo os alunos a gostar de ler e escrever. Duas ex-alunas, Ana Karoline Ribeiro e Lia Clarice, que começaram crianças e hoje estão com 17 anos, já integram o ‘Formas em poemas’ e fazem parte da antologia ‘Faces e fases’. Quando sou convidada para realizar alguma atividade literária em escolas de Manaus, elas vão junto, declamar suas poesias”, contou.

Nessas escolas, Franciná desenvolve seu projeto ‘Caixa mágica’, uma caixa cheia de livros que são lidos pelos alunos durante as atividades da pedagoga. Atualmente ela organiza os livros de memória ‘Minha querida Urucará’, de José Gomes Paes, e de poesias ‘Águas de março’, de Maria Júlia, que serão lançados ainda este ano, e participa da antologia ‘Patologia cultural’, com tradução para o espanhol, que também será lançado este ano.

Foto/Destaque: Divulgação

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