Cães: Fique alerta para episódios frequentes de sangramentos pelo nariz

Provavelmente, você já foi ao desespero ao presenciar seu cão sangrando muito pelo nariz. A primeira impressão que se tem é que a vida do seu melhor amigo vai se esvaindo aos poucos e a qualquer momento pode ter um desfecho mortal.

Em alguns casos, o sangue flui como se estivesse sendo esguichado de uma mangueira. Salpica pelas paredes, pelo chão. E ‘pinta’ de vermelho a roupa de quem tenta socorrê-lo desesperadamente. Jorra com tanta abundância ao ponto de impedir que o pet respire normalmente.

Desculpe por empreender tanto terror. O objetivo não é lhe causar medo, mas sim alertá-lo para uma situação que já se tornou hoje comum nos atendimentos em consultórios e clínicas veterinárias.

Se de início o tutor já estava desesperado, agora os problemas passam a ser motivos de muito pânico quando esses casos evoluem para situações mais graves. O animal parece estar moribundo, não responde aos comandos, chamados de seu dono. Fica praticamente prostrado. Então, é preciso correr em busca de ajuda. 

Pois é, esses episódios podem esconder muitas doenças. Se não houver motivos aparentes, como acidentes ou traumas na região do focinho, vale uma investigação mais acurada. Porque sangrar de forma recorrente sinaliza, óbvio, que a saúde do bichinho não está realmente nada bem, afinal.

Em geral, os sangramentos frequentes na região do nariz podem indicar a erliquiose, conhecida popularmente como doença do carrapato, aquele parasita impertinente que inferniza a vida do seu cão. Não importa onde você esteja. Ele vai longe. Percorre grandes distâncias, até conseguir se alimentar do sangue do seu animal.

E aí vem a doença, pois a hematofagia (sugar o sangue) feita pelo carrapato contaminado pode inocular a bactéria que vai causar a enfermidade. Se não for descoberta e tratada a tempo, o seu pet pode apresentar uma anemia tão profunda que muitas vezes será necessário fazer uma transfusão sanguínea.

Talvez por desinformação, o problema é que alguns tutores buscam ajuda muito tarde. E o prognóstico não é nada bom para os casos mais graves. Nessa fase, a erliquiose já destruiu praticamente os eritrócitos (células vermelhas), causando uma ‘coagulopatia’, quando o sangue perde a capacidade de coagular.

Por isso, que o cão manifesta o sangramento. As plaquetas, responsáveis pela coagulação, diminuem tanto, chegam a níveis tão baixos, que é impossível conter as hemorragias. E a transfusão de sangue pode ser a última tentativa de salvar o animal. E cada caso tem um desfecho diferente – para bom ou ruim.

Por isso, volto a lembrar. A prevenção é a melhor proteção do seu animal de estimação. Controle os carrapatos. Existem hoje muito recursos para combater o parasita. A tecnologia avançou muito.

Uma dose única oral de antiparasitários, com reforço a cada três ou seis meses, impede as infestações. O remédio age na corrente sanguínea. O carrapato morre ao sugar o sangue. Em menos de uma semana, morrem os adultos e as larvas.

Um processo simples, rápido, que pode impedir muito sofrimento ao seu cão e também para você, além de gastos com tratamentos, geralmente caros.

Picadas de cobra, de outros animais peçonhentos, e envenenamentos também causam sangramentos pelo nariz. As hemorragias nasais podem ainda se originar de infecções por ácaros, fungos, além de outras enfermidades. Por isso, é necessário investigar, mas ficar de olho principalmente nos sintomas manifestados pela erliquiose, que é hoje uma das principais causas de morte de cães.

POR DENTRO

Sangramentos: principais causas

. Doença do carrapato

. Traumas

. Corpo estranho

. Envenenamento

. Picadas de cobra

. Problemas dentários

. Tumores nasais

DICA ANIMAL

‘Não relaxe na pós-quarentena’

Que tal manter os mesmos cuidados básicos com seu pet já neste período de pós-quarentena? Claro, a pandemia do novo coronavírus começou a arrefecer, mas nada garante que não possa acontecer uma segunda onda de contágio.

Você pode levar o seu amiguinho às ruas, caminhar nas praças, em parques de recreação etc., e também para o bichinho fazer as suas necessidades fisiológicas. Mas não se esqueça de limpar bem as patinhas dele, os focinhos, quando retornar para casa. Nada de usar detergente ou álcool em gel. Eles são tóxicos. Basta água e sabão.

É a melhor garantia de que o seu pet não pode ser um vetor de transmissão do coronavírus. O micro-organismo pode ficar ainda grudado na pelagem, nos pelos, e contagiar você. Não que o animal possa causar a doença. Por enquanto, não há nenhuma evidência científica de que os pets possam transmitir a Covid-19. Opte pela prevenção. É o mais seguro!

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