Caderneta de poupança tem a menor captação de recursos em cinco anos

Os depósitos de recursos da caderneta de poupança superaram as retiradas de recursos em R$ 14,18 bilhões no acumulado de 2011, segundo informações divulgadas ontem pelo Banco Central. Na comparação com 2010, quando houve o ingresso recorde de R$ 38,68 bilhões na poupança, a queda foi de 63,3%, de acordo com números divulgados pela autoridade monetária.
Trata-se, também, do menor ingresso líquido de recursos na poupança desde 2006, quando houve a entrada de R$ 6,47 bilhões na tradicional modalidade de investimentos.
Dados do próprio Banco Central revelam que o menor ingresso de recursos na poupança, que vem sendo registrado neste ano, acontece em um momento de elevação da taxa de inadimplência. Em novembro deste ano, por exemplo, a inadimplência avançou e registrou o patamar mais elevado desde 2009.
No ano passado, ainda de acordo com o Banco Central, os depósitos de recursos na caderneta de poupança somaram R$ 1,27 trilhão. Já as retiradas de recursos totalizaram R$ 1,25 trilhão em novembro. Os rendimentos creditados nas contas dos poupadores, por sua vez, totalizaram R$ 27 bilhões em todo ano passado.
No fim de 2011, o volume total de recursos depositado na caderneta de poupança, por sua vez, somava R$ 420 bilhões, contra R$ 414 bilhões em novembro e R$ 378,79 bilhões no fim de 2010.

Rendimento das aplicações

Em todo ano de 2011, a caderneta de poupança apresentou um rendimento de aproximadamente 7,5%. Na poupança, cuja correção é determinada pela variação da taxa referencial (TR) mais 0,5% ao mês, não é cobrada taxa de administração e nem Imposto de Renda (IR) – ao contrário dos investimentos em fundos.
No mesmo período, os fundos de renda fixa, de acordo com dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), apresentaram uma remuneração de 12,40%, enquanto que os fundos referenciados em DI (que acompanham os juros básicos da economia) apresentaram rendimento de cerca de 11,80%. A bolsa de valores, por sua vez, registrou queda de 18,1% no ano passado.

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