17 de agosto de 2022
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Cadeia da borracha ganha financiamento

O setor seringueiro conta desde quinta-feira, 24 de março, com uma opção de financiamento exclusiva do Banco do Brasil

O setor seringueiro conta desde quinta-feira, 24 de março, com uma opção de financiamento exclusiva do Banco do Brasil. O anúncio foi feito durante a 17ª reunião ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Borracha Natural, em Brasília. A linha prevê R$ 30 milhões para financiamentos, com carência de oito anos, prazo para pagamento de 14 anos e juros de 6,75% ao ano.
“É um pleito antigo, pois desde as décadas de 1970 e 80 não tínhamos uma linha direcionada exclusivamente para o setor. Temos o Propflora (Programa de Plantio Comercial e Recuperação de Florestas), mas ele é apenas relativamente adequado ao segmento”, afirma o presidente da Câmara, Marcelo Tournillon Ramos.
Os recursos permitirão fomentar a cadeia e reverter o quadro de déficit na balança comercial que existe no segmento. Hoje, cerca de 70% da borracha seca consumida no país é exportada. Essa situação gerou um déficit comercial de US$ 800 milhões em 2010, com previsão de US$ 1.3 bilhão neste ano. “O Brasil produz cerca de 120 mil toneladas do produto por ano e consome 360 mil toneladas”, diz Ramos.

Investimento em seringais

Criado em 2002 e voltado especificamente ao financiamento da implantação e manutenção de florestas para fins econômicos, o Propflora já beneficiou a cadeia produtiva da cultura da borracha. O chefe da Divisão de Florestas Plantadas e Culturas Permanentes do Ministério da Agricultura, Gustavo Firmo, explica que, nos últimos dois anos, foram aplicados R$ 44 milhões em crédito para investimento em seringais.
A iniciativa também tem como foco a recomposição e manutenção de áreas de preservação permanente e reserva florestal legal. O limite de financiamento do Propflora aumentou de R$ 200 mil por produtor, na safra passada, para R$ 300 mil, nesta safra, com taxa de juros de 6,75% ao ano.

Saiba mais

O látex ou borracha natural é uma substância extraída da seringueira, uma árvore nativa da Amazônia. O líquido de aparência leitosa é utilizado na fabricação de muitos produtos, mas os mais conhecidos são os pneus.
Até a década de 1950, o Brasil era o principal produtor do mundo. Hoje, quase todo látex vem da Tailândia, Indonésia e Malásia, que juntas detém 95% da produção mundial (cerca de 5,7 milhões de toneladas). A produção da América Latina, incluindo o Brasil, corresponde a apenas 1,2%.
Antes, a substância era retirada das árvores na floresta nativa. Hoje, a maior parte vem de plantações de seringueiras. O Estado de São Paulo sozinho é responsável por 75% da produção brasileira.

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