11 de abril de 2021

Cade aprova compra da VR pela Sodexo sem restrições

Com a compra, a Sodexo assume a liderança no Brasil, com 33% do mercado, passando a administrar 250 mil contratos com estabelecimentos credenciados, 50 mil empresas clientes e 5 milhões de usuários

Depois de seguir o trâmite processual estabelecido pela lei, ouvindo as principais empresas do setor, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou, sem quaisquer restrições, a operação de compra da totalidade da carteira de benefícios do Grupo VR pela Sodexo Cheques e Cartões de Serviços, que inclui os benefícios Alimentação, Refeição, Combustível e Vale Transporte.
“A aquisição foi analisada pelos órgãos da Defesa da Concorrência, e, como não poderia deixar de ocorrer, todos os interessados foram ouvidos. Como a operação foi considerada legal sob todos os aspectos e não apresentou nenhum risco em termos de concorrência, foi aprovada pelo Cade sem quaisquer restrições.”, destacou Elisana Lucchesi, diretora jurídica e de sustentabilidade da Sodexo.

Liderança de mercado

Com a compra, a Sodexo assume a liderança no Brasil, com 33% do mercado, passando a administrar 250 mil contratos com estabelecimentos credenciados, 50 mil empresas clientes e 5 milhões de usuários. Em termos de valor facial faturado, foram incorporados cerca de R$ 3,4 bilhões às operações da Sodexo Cheques e Cartões de Serviço com benefícios, o que leva a empresa ao faturamento de R$ 7,5 bilhões em 2008.
A representação foi de autoria da Abrasel (Associação Bra­sileira de Bares e Res­taurantes), na última sexta-feira, por meio da Secretaria do Direito Econômico do Ministério da Justiça. Os argumentos apresentados pela associação explicavam que houve infração à lei nº 8.884, de 11 de junho de 1994, e outros dispositivos legais que buscam a defesa da ordem econômica, do desenvolvimento nacional, da livre iniciativa e livre ­concorrência, do respeito aos contratos, aos trabalhadores e consumidores, à dignidade humana e outros princípios constitucionais.
A instituição também solicitou que ambas as empresas sejam condenadas a reduzir as comissões cobradas dos restaurantes; permitir o resgate dos créditos em até sete dias; unificar seus equipamentos e sejam proibidas de alterar qualquer contrato unilateralmente ou por meio de pressão econômica sobre os restaurantes; além de deixarem de cobrar as inúmeras taxas adicionais por chamadas telefônicas, custos de correio, bancários, adesão, administrativa, manutenção, recebimento, anuidade, custos com Cofins e “DOC” bancário e locação de equipamento.

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