Cacciola continua preso no principado de Mônaco

A Justiça de Mônaco decidiu que o ex-banqueiro Salvatore Alberto Cacciola deve continuar preso durante seu processo de extradição, segundo a procuradora-geral do principado, Annie Brunet-Fuster.
Cacciola, que foi condenado por gestão fraudulenta e peculato no caso da quebra dos bancos Marka e FonteCindam, chegou algemado, de camburão, para a audiência no Palácio da Justiça de Mônaco. Foi a primeira aparição do ex-banqueiro com seus advogados perante o juiz, num passo importante para a continuidade do processo -quando foi preso, no sábado, ainda não tinha advogado. “Ele deixou o tribunal preso, pois sua detenção foi mantida”, disse Fuster. Segundo ela, nem o banqueiro nem seus advogados pediram em nenhum momento que ele fosse solto, mas ainda podem fazer isso. As possibilidades, no entanto, são muito pequenas, de acordo com a procuradora-geral. “Pode pedir quando quiser, até duas vezes ao dia, e o juiz irá sempre recebê-lo”, disse ela.
O ex-banqueiro deve enfrentar agora um processo que costuma durar cerca de um mês e cuja palavra final cabe ao príncipe de Mônaco, Albert.
O próximo passo do processo cabe ao governo brasileiro, que tem 20 dias, prorrogáveis por mais 20, para apresentar os motivos para a extradição.
Depois que o pedido for apresentado, a procuradora-geral fará uma espécie de dossiê, com todas as informações do processo, que será enviado a uma Corte de Apelações, uma espécie de tribunal colegiado. Até agora, existe apenas uma pequena pasta verde sobre a mesa da procuradora, contendo páginas rosas e brancas, que não chegam a dez. E essa corte de apelações que vai decidir se todo o trâmite do pedido de extradição foi correto do ponto de vista jurídico.

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