7 de março de 2021
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Empresa quer revolucionar transporte - Grupo MTF chega a Manaus com setor de cabotagem e promete revolução no mercado

Formado por quatro empresas (MTF Comex, MTF Transportes e Terminais, MTF Global Logistics e MTF Armazéns Gerais), o Grupo MTF chega a Manaus com seu quinto braço, a MTF Cabotagem, disposto a causar uma revolução no transporte de cargas do Sul para o Norte e o inverso.
O transporte de cabotagem, diferente da navegação de longo curso, realizada entre portos de diferentes nações, é aquele que acontece entre os portos de um mesmo país, no caso, entre os portos da costa brasileira, desde Rio Grande, no Rio Grande do Sul, até Manaus.
Sérgio Thomaz, diretor da MTF, explicou que na cabotagem a idéia é ter um controle de toda a cadeia, do carregamento na origem à entrega ao cliente. “Uma visualização completa da carga em tempo real, assim é possível organizar todas as etapas do processo, evitando gargalos nas programações de recebimentos e coletas de nossos clientes. Desta forma, otimizamos os nossos recursos, fazendo reaproveitamento de containers de entrega para coletar cargas,” explicou.
Sérgio lembrou que, há cerca de quinze anos, aconteceu uma expressiva movimentação de cargas através da cabotagem, mas devido a uma cadeia de problemas, existentes praticamente a até os dias de hoje, o transporte rodoviário acabou prevalecendo. Mas este também tem seus problemas: conservação precária das rodovias, pedágios, roubos de cargas e mais recentemente a Lei do Descanso, que obriga motoristas a pararem para descansar, o que faz suas viagens ficarem mais demoradas, entre outros. Ainda assim, segundo dados da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), existem cerca de 130 mil empresas de transporte de cargas no Brasil com mais 1,6 milhões de veículos que oferecem trabalho, diretamente, a pelo menos cinco milhões de pessoas. Já a COPPEAD (Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, acrescentou que o transporte corresponde a 6% do PIB nacional.

Logística é essencial
Na logística, o transporte rodoviário é uma das áreas mais importantes. Para a COPPEAD, os custos com transporte chegam a 60% dos custos logísticos e a redução de custos nessa área é muito importante, pois corresponde em média 20% do custo total das empresas. Cada vez mais as empresas estão de olho nessa fatia do mercado, pois o transporte no Brasil chama a atenção por faturar mais de R$ 40 bilhões e movimentar 2/3 do total de carga do país.
É exatamente na logística que, até então, o transporte de cabotagem estava pecando, acredita Thomaz. “80% da população brasileira vive a até 200 km da costa, o que facilitaria a cabotagem, ocorre que os armadores só se preocupam com o transporte até o porto. Do porto até o local de entrega é que acontecem os principais entraves. Na maioria das vezes os containers vão cheios de mercadorias e voltam vazios, quando não, os navios chegam de uma só vez ao porto. Não há agendamento de dia e hora de chegada e descarregamento. São situações que a nossa empresa irá resolver,” garantiu.
Atualmente quatro grandes armadores estão movimentando a cabotagem na costa brasileira: Aliança, Mercosul, Login e Maestra, com doze navios no total. “Desde quando a MTF Cabotagem se instalou em Manaus, em meados de 2013, passamos a atuar em todos os grandes portos do país, então verificamos que sobe muita carga e desce pouca. Sobem 100 containers e descem 80. Com o tempo pretendemos equilibrar essa troca à medida que mais empresas do Norte e Nordeste verifiquem que ficou mais fácil e barato exportar seus produtos para o Sul via cabotagem. Hoje o custo de uma carreta Santos/Manaus pelo transporte rodoviário chega a R$ 20 mil, enquanto pela cabotagem fica em R$ 13 mil,” esclareceu. E Sérgio pretende ir mais além. “Notei que faltam nos supermercados de Manaus muitos produtos que são encontrados nos supermercados de São Paulo. Uma das nossas metas vai ser trazer estoques desses produtos, não só para abastecer os grandes atacadistas, mas também os milhares de varejistas que têm seus negócios na cidade, mas não podem comprar esses produtos em grandes quantidades,” concluiu.

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