Cabelo no topo da prioridade

A união entre beleza e tecnologia tem se mostrado tão fértil em termos de lançamentos e novos produtos que fica até difícil acompanhar as últimas tendências disponíveis ao público consumidor. Entre elas estão, por exemplo, a maior massificação dos hairceuticals, cosméticos com propriedades que vão além de só manter a aparência bonita dos fios. Eles tratam da saúde dos cabelos ou do couro cabeludo, melhorando problemas como queda, ressecamento ou espessura, entre muitos outros.

O Brasil é o quarto país no consumo de artigos de beleza (atrás apenas de Estados Unidos, China e Japão). E os cosmeceuticals (ou cosmecêuticos), como são chamados esses produtos com ação mais efetiva, vêm tendo uma maior procura. A primeira popularização desses itens por aqui se deu através dos dermocosméticos, que são aqueles indicados para tratar a pele. Agora é a vez dos hairceuticals, que saem um pouco do ambiente restrito dos consultórios dermatológicos ou das recomendações de tricologistas para se tornarem mais acessíveis nas farmácias.

“Hoje o Brasil está  evoluindo muito nesse segmento, com empresas nacionais de produtos advindos da natureza. Estamos crescendo demais em temos, inclusive, de reconhecimento desses produtos”, conta a dermatologista Luciana Maluf, que atende tanto em sua clínica quanto no Hospital Sírio Libanês.

Para ela, os consumidores só têm a ganhar com uma maior disponibilidade de produtos tecnologicamente avançados: “No geral, a nanotecnologia está muito vinculada aos hairceuticals, que têm muitos estudos por trás. Com isso, trazem uma efetividade grande na sua função, no seu objetivo”, diz ela.

Prioridade para o mercado

A palavra vem da junção de “hair” (cabelo) e “pharmaceutical” (farmacêutico), ambas em inglês. Isso significa que os produtos têm caráter curativo, como explica a Dra. Luciana Maluf: “Os hairceuticals têm matérias-primas que não são consideradas medicação propriamente dita, mas atuam como se fossem. Em geral, elas vêm de ingredientes da natureza, mais orgânicos, como plantas, microorganismos, fauna do mar. E atuam melhorando a saúde, o crescimento, a densidade do cabelo, entre outros”, explica a médica.

A união de funcionalidade sem restrições de uso faz dos hairceuticals produtos de grande atração para os consumidores. “Qualquer pessoa pode usar, desde que tenha a finalidade correta para o seu cabelo. Hoje tem produtos específicos para cada tipo, como os cabelos bem encaracolados das pessoas negras; ou os bem lisos, comuns aos asiáticos; e a gente vive em um país muito miscigenado, onde há heranças diferentes”, explica a Dra. Luciana Maluf. Isso também ajuda a explicar porque a indústria da beleza está colocando tanto dinheiro nesse setor.

De acordo com a Euromonitor International, empresa de pesquisa de mercados, esses produtos estão entre as prioridades para os fabricantes de hair care nos próximos anos. As vendas globais foram de US$ 78 bilhões em 2019, 16,1% a mais em relação ao ano de 2014, de acordo com o site Cosmetic Innovation. Para 2024, a previsão é de que esse valor de vendas alcance US$ 81,7 bilhões.

Ainda assim, vale uma ressalva deixada pela dermatologista: “Na minha opinião, acho que vale sempre uma consulta com um dermatologista ou tricologista para a pessoa usar o hairceutical correto. Esses profissionais vão ajudar a identificar corretamente o tipo de cabelo, porque muitas vezes as pessoas não sabem essa informação”, finaliza a Dra. Luciana Maluf.

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