Bush pede pacote de isenção fiscal

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Para que tal pacote seja efetivo, Bush disse que o pacote de estímulo à economia tem de representar cerca de 1% do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA

O presidente americano, George W. Bush, pediu um pacote de isenção fiscal de cerca de US$ 145 bilhões, a fim de estimular a economia e evitar que o país caia em uma recessão.

Para que tal pacote seja efetivo, Bush disse que o pacote de estímulo à economia tem de representar cerca de 1% do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA -segundo dados recentes, isso representaria cerca de US$ 145 bilhões.

De acordo com o presidente George W. Bush, o plano de isenção incluiria benefícios para empresas e para as pessoas. “A aprovar um pacote efetivo de crescimento, daremos uma injeção na veia para manter um crescimento econômico fundamentalmente saudável”, afirmou. “Deixar que os americanos fiquem com mais de seu dinheiro deve fazer crescer os gastos com consumo”.

O presidente disse ainda que o Congresso americano tem de trabalhar o mais rápido possível para enviar a ele propostas que “mantenham a economia crescendo e criando empregos”.

Ele disse ainda que seus conselheiros acreditam que a economia pode continuar a crescer, mas que há um risco de desaceleração. “Nossa economia viu períodos difíceis antes, e está resistente”.

O presidente do Federal Reserve (FED, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, defendeu a idéia de um plano temporário para a retomada imediata do ritmo da economia norte-americana ante o perigo de uma recessão.

Den Bernanke disse que aprova a idéia de um pacote de estímulo fiscal, desde que seja “implementado com atenção e estruturado de forma que seus efeitos sobre os gastos agregados sejam sentidos o máximo possível nos próximos 12 meses ou por volta disso”.

“Concordo que uma ação fiscal pode ser útil em princípio, na medida em que estímulos fiscais e monetários juntos podem oferecer um apoio mais amplo para a economia do que apenas as políticas monetárias”, afirmou.

O pacote, no entanto, tem de ser “explicitamente temporário”, uma vez que os Estados Unidos estão diante de “desafios difíceis para o Orçamento no longo prazo, associados ao envelhecimento da população, aumentos nos custos dos seguros de saúde e outros fatores”.

Em 2007 o FED cortou a taxa em três ocasiões consecutivas – setembro (0,50 ponto percentual); outubro (0,25 ponto percentual); e dezembro (0,25 ponto percentual) – a fim de estimular o crédito e reativar a economia americana. A expectativa entre economistas e investidores é de que o banco irá reduzir mais uma vez os juros, hoje em 4,25% ao ano.

O Federal Reserve deve se reunir nos próximos dias 29 e 30 para decidir sobre sua taxa de juros.

Impacto limitado no Brasil

A crise da economia americana, já classificada por alguns economistas como recessão, terá impacto limitado sobre o desempenho da brasileira. Essa é a avaliação de Francisco Eduardo Pires de Souza, do Grupo de Conjuntura da UFRJ.

Segundo ele, os dados indicam que, de fato, a economia americana entrará em recessão. Apesar disso, o economista ressalta que a expansão do PIB no Brasil tem sido puxada pela demanda doméstica.

Souza avalia que há um descolamento parcial da economia mundial em relação à economia americana. “Houve uma época em que a economia mundial voava com um único motor, a economia americana. Hoje há vários motores, e o principal deles é a China”, disse.

De acordo com o economista, o país está redirecionando suas exportações e os EUA tendem a perder importância como destino de produtos brasileiros. Para Souza, as exportações brasileiras serão mais afetadas se houver um efeito de contaminação.

Na prática, isso significa dizer que elas poderão ser mais prejudicadas se a recessão dos EUA se tornar sinônimo de redução das importações americanas de economias emergentes, como a China.

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