Bush nega nacionalização e diz que crédito vai levar tempo para ficar normal

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, negou que a medida para comprar ações em instituições bancárias americanas, com US$ 250 bilhões do pacote de US$ 700 bilhões aprovado neste mês pelo Congresso, seja uma nacionalização do sistema bancário do país. O presidente disse ainda que vai levar um tempo para os mercados de crédito voltarem a seu funcionamento normal, mas que “o povo americano pode confiar em que isso acontecerá’’.
O presidente destacou que o programa de compra de papéis de bancos é limitado no tempo e em alcance. “A compra será de uma pequena participação, os bancos ficarão com a maior parte (do controle). Não vamos controlar fundos nem vamos ter representantes na diretoria. A compra irá apenas garantir o dinheiro dos contribuintes’’, disse George Bush.
Em discurso feito na Câmara de Comércio dos Estados Unidos, em Washington, o presidente George W. Bush avaliou que os EUA estão em uma “crise financeira séria’’, que ultrapassou Wall Street. Segundo ele, no entanto, as medidas de resgate do setor financeiro são “grandes e ousadas o suficiente para funcionar’’.
Ele ainda lembrou que está trabalhando com os governos europeus para solucionar o que se tornou uma crise global. “Estamos determinados a superar esse desafio juntos’’, afirmou o presidente.
Já a atividade de construção nos Estados Unidos teve um decréscimo acentuado em setembro, de 6,3%, para uma taxa anualizada de 817 mil unidades, menor ritmo desde janeiro de 1991, segundo dados divulgados pelo Departamento do Comércio. O declínio na atividade de construção caiu em todas as regiões do país no mês passado. O destaque foi a região nordeste, com uma queda de 7,7%.
O dado de sexta-feira também é 31,1% menor que o do mesmo mês de 2007.
O dado, mesmo assim, ficou acima do esperado: a expectativa dos analistas era de um resultado de 870 mil unidades. O pico da atividade de construção foi atingido em janeiro de 2006, com uma taxa anualizada de 2,3 milhões de unidades.
A construção de imóveis para mais de uma família teve uma alta no mês passado, chegando a uma taxa anualizada de 254 mil unidades, contra 240 mil no mês anterior.
Já a atividade de construção de imóveis para uma família caiu 12% em relação ao mês de agosto, ficando em uma taxa anualizada de 544 mil.
Desde janeiro de 2006, a construção de casas para uma família já caiu 70%.
O número de alvarás de construção -dado que sinaliza o índice de atividade nos próximos meses- caiu para uma taxa anualizada de 786 mil, contra 857 mil em agosto -uma queda de 8,3%. Os analistas esperavam uma queda menor, para 840 mil.

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