Brinquedos fabricados no PIM têm incremento de 15,65%

As vendas de brinquedos voltaram a crescer no PIM (Pólo Industrial de Manaus). Depois de terem registrado uma queda comercial de 142,68% em 2006, ante o ano anterior, as indústrias tomaram um novo fôlego e atingiram uma elevação de 15,65% no faturamento do primeiro semestre de 2007, ao computar a receita de US$ 12,20 milhões. No mesmo período do ano passado, as vendas do setor totalizaram US$ 10,55 milhões.
Os indicadores de desempenho industrial da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) apontam ainda que a produção de telejogos aumentou 48,07% nos seis primeiros meses do ano e contribuiu para a alta verificada no setor. De janeiro a junho, as indústrias fabricaram 56.321 videogames, superando assim a produção de 38.037 unidades computada na primeira metade de 2006.
Do total de telejogos produzidos entre janeiro e junho, as indústrias venderam 32.162 aparelhos, sendo que 98,6% foram direcionadas para o mercado nacional e 1,4% para o mercado local. Só com a comercialização desses produtos, as empresas faturaram um montate de US$ 2,56 milhões.

A fabricante de telejogos e DVDs players Tec Toy foi uma das indústrias do setor que fecharam o primeiro semestre de 2007 com um saldo positivo sobre o acumulado do ano passado. Segundo o gerente administrativo e financeiro da empresa, Edson Gil, as vendas da fábrica acompanharam o desempenho apresentado pelo segmento e atingiram uma ascensão da ordem de 15%.
Na avaliação de Gil, que também é tesoureiro do Sindicato da Indústria de Brinquedos do Estado do Amazonas, o crescimento considerável do setor pode ser explicado pelo fraco desempenho das empresas no ano passado, que em virtude do fortalecimento do real ante à moeda americana, foram prejudicadas pelas importações de brinquedos asiáticos.
O gerente da Tec Toy informou que o telejogo foi um dos itens que em 2006 teve uma produção inferior à de 2005, com queda de 27,87%.

Reposição dos estoques estimula negócios

De acordo com Edson Gil, outro fator determinante para a retomada dos fabricantes foi a reposição dos estoques feita em janeiro e fevereiro pelos revendedores. “Até novembro, as indústrias venderam os brinquedos que foram comercializados no Natal pelos varejistas. Passado o fim do ano, as lojas precisaram recuperar os seus estoques”, justificou.
Levando em consideração os fatores mencionados, o dirigente não acredita que o segmento alcançou uma reação pujante em curto prazo. Na perspectiva do gerente administrativo e financeiro da Tec Toy, as condições do mercado são as mesmas.
Embora veja como tendência a estabilização das vendas da empresa, com relação aos resultados de 2006, Edson Gil afirmou que a empresa trabalha para ultrapassar os R$ 40 milhões faturados pela corporação no último ano.

Nesse sentido, a Tec Toy já se prepara para abastecer as lojas para o Dia das Crianças, um dos melhores períodos do ano para o setor. Segundo Edson Gil, a procura já deve aumentar a partir deste mês e vai permanecer em alta até o último trimestre de 2007.
“Estamos otimistas quanto ao aumento nas vendas, mas precisamos aguardar como a economia vai reagir. Calibramos nossa produção conforme a conjuntura econômica”, salientou o gerente.
De acordo com Gil, a Tec Toy produz hoje dois modelos de videogame e quatro modelos de DVD player, sendo dois de uso doméstico e dois voltados para a instalação em automóveis. Por mês, a unidade da empresa em Manaus fabrica de 5.000 a 10.000 telejogos e 20.000 aparelhos de DVD.

Distância dos chineses

Assim como o gerente administrativo da Tec Toy, o presidente do Sinaees (Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus), Wilson Périco, analisou que o salto comercial da indústria de brinquedos é um reflexo da situação desfavorável em que o segmento se encontrava em 2006.
Na opinião de Périco, a ‘virada de mesa’ do setor foi possível porque o custo da matéria-prima importada diminuiu graças à desvalor

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