BRF ganha 30 dias para apresentar proposta de acordo

A BRF Brasil Foods terá um prazo de 30 dias, a contar a partir de ontem, data do adiamento do julgamento do caso na sessão do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), para apresentar uma proposta de acordo com a autarquia. A Agência Estado apurou que o acerto desse prazo maior – e que ainda pode ser estendido – foi feito entre as partes no momento que a empresa, fruto da fusão entre Sadia e Perdigão, se propôs a apresentar uma nova oferta para o órgão antitruste, na semana passada. As primeiras sugestões da companhia foram refutadas pelo relator do processo, conselheiro Carlos Ragazzo.
Assim, a perspectiva de que o caso possa ser retomado na próxima sessão, dia 29 de junho, caiu por terra. Nesse dia, o conselheiro Olavo Chinaglia (que preside o julgamento da BRF porque o presidente Fernando Furlan está impedido de avaliar o caso) estará fora do Brasil, em Paris. Lá, Chinaglia participará da reunião da OCDE (que ocorre de 27 a 30 de junho). Não haveria, portanto, quórum suficiente para apreciar o caso. A representação que Chinaglia fará do Cade na França foi divulgada no Diário Oficial da União há cerca de 10 dias.
O Cade conta com sete membros e é necessária a presença de pelo menos cinco deles durante qualquer julgamento. Ocorre que, além de Furlan, o conselheiro Elvino Mendonça também se afastou desse processo porque trabalhava na Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda quando o parecer recomendando a aprovação da fusão com restrições foi elaborado.

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