21 de janeiro de 2022

Brasileiro ficou mais pobre em 2014

Brasil tem encontrado dificuldade em destravar nós que poderiam levar à eficiência da economia

O desempenho da economia do país em 2014 tornou os brasileiros, em média, mais pobres do que em 2013. A expansão de 0,1% da economia não alcançou o crescimento populacional, levando o PIB (Produto Interno Bruto) por habitante a recuar 0,7%, para R$ 27.229.
Esse resultado já considera a evolução da inflação e representa a primeira retração desde 2009, quando houve queda de 1,3%. Em 2013, o indicador havia crescido 1,8%. A evolução da renda per capita de um país é um indicador importante de seu nível de desenvolvimento.
No caso do Brasil, a trajetória da PIB por habitante tem acompanhado os altos e baixos da economia nas últimas décadas e freado o avanço do país rumo a um patamar de renda mais elevada. No ano passado, a renda média do brasileiro ficou em cerca de US$ 11,6 mil (a conta foi feita usando a cotação média anual do dólar), pouco menos de um quarto da americana (US$ 50,4 mil). A Coreia –país que tem conseguido fazer sua renda convergir gradualmente para o nível de países desenvolvidos– atingiu PIB per capita de US$ 28,2 mil em 2014.

Barreiras
Segundo economistas especializados em desenvolvimento, o Brasil tem encontrado dificuldade em destravar nós que poderiam levar a um aumento da eficiência da economia e, com isso, garantir uma taxa de crescimento sustentável mais alta. Sem corrigir isso, dizem, será difícil convergir para um nível de renda de país desenvolvido.
Para João Luiz Mascolo, professor do Insper, problemas como inflação e desequilíbrio fiscal–que hoje prejudicam o desempenho da economia–precisam ser atacados, mas são mais fáceis de serem resolvidos do que questões estruturais que inibem investimentos. Ele cita como exemplo o excesso de burocracia.
“Claro que é importante combater a inflação e resolver o problema fiscal. Mas já conhecemos a receita para isso, foi feito no passado. Na frente regulatória, no entanto, temos encontrado dificuldade mais estrutural para avançar”, afirma. O economista Tiago Cavalcanti tem diagnóstico parecido. Segundo ele, progredir em frentes como a melhoria da infraestrutura é importante, mas o país dificilmente se desenvolverá sem atacar questões regulatórias, como a lentidão do Judiciário. “Esses são pontos em que o Brasil está muito atrasado”, afirma Cavalcanti, que é pesquisador da universidade de Cambridge, na Inglaterra, e da Fundação Getúlio Vargas.
Segundo Cavalcanti, no entanto, o lado positivo desse quadro, de forma geral, ruim é que o país tem muito espaço para evoluir se atacar esses pontos.

Desigualdade
Embora seja um indicador importante do nível médio de desenvolvimento econômico, o PIB per capita não é considerado uma boa medida para a desigualdade.

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