25 de junho de 2022

Brasil voltará a ser principal fornecedor de açúcar

Brasil voltará a ser o principal fornecedor mundial de açúcar na próxima safra, os usineiros deverão conseguir recuperar ganhos devido à tendência positiva dos preços do açúcar

Para a próxima safra, os usineiros dev­erão conseguir recuperar ganhos devido à tendência positiva dos preços do açúcar, voltando a comercializar o produto por valores acima dos custos de produção, avaliam analistas. A tendência é po­sitiva por conta, princi­palmente, das estimativas de menor produção na Índia e consequente vinda dos compradores ao Brasil, que voltará a ser, então, o principal fornecedor do produto no mercado mundial.
Estima-se que a Índia vá produzir 22 milhões de toneladas de açúcar para a próxima safra, ante as 26 milhões de toneladas que devem ser produzidas na safra atual. Esse último número, inclusive, foi revisto e é 13% mais baixo do que as estimativas iniciais esperadas pela Índia no início da safra 2007/08. A divulgação foi feita nesta semana pela Isma (Associação Indiana de Usinas de Açúcar, sigla em inglês).
Quanto ao álcool, espera-se que os preços se mantenham nos níveis atuais ou que registrem leve queda para a próxima safra, segundo avaliação da Datagro, mesmo com o esperado aumento de exportações para os Estados Unidos. A consultoria projeta que o Brasil possa exportar 4 bilhões de litros na safra 2008/09 principalmente para o mercado norte-americano, superando os embarques registrados nas duas últimas safras. Os preços inflacionados do milho e da gasolina naquele país tornariam a importação do álcool brasileiro favorável mesmo com a existência das taxas de importação.
Os preços do álcool não devem reagir muito a esse quadro, segundo analistas, por conta da preferência das usinas em atender a demanda do mercado interno.

Última
semana

O indicador Cepea/Esalq divulgado ontem apontou a primeira alta dos preços do álcool na entressafra, na semana de 11 a 15 de fevereiro. O hidratado subiu 5,1%, para média de R$ 0,70, e o anidro registrou alta de 3,68%, para média de R$ 0,78, em comparação com a semana anterior. Segundo a pesquisadora Mirian Bacchi, do Cepea, se trata de reajuste pontual por conta de recomposição de estoques. “Ainda não é uma tendência”. O açúcar se mantém estável ao longo do mês, a R$ 26,00/saca.

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