12 de abril de 2021

Brasil vai acelerar monitoramento de emissões de gás carbônico

A partir de 2010, o documento que detalha a emissão de gases do efeito estufa pelo Brasil deverá sair com mais frequência e ser mais transparente

A partir de 2010, o documento que detalha a emissão de gases do efeito estufa pelo Brasil deverá sair com mais frequência e ser mais transparente. O levantamento mais completo já feito sobre o tema, porém, não ficará pronto para a COP-15 -a conferência do clima de Copenhague, programada para dezembro, que negociará o novo tratado de combate ao aquecimento global.
O inventário brasileiro de emissões de gases do efeito estufa, atribuição hoje do MCT (Ministério da Ciência e Tecnologia), é um documento compulsório que o Brasil precisa entregar como membro da UNFCCC -a convenção do clima das Nações Unidas. O relatório atual, que está nos estágios finais de produção, deve cobrir todas as fontes de emissões brasileiras, como indústria, agricultura, energia e desmatamento, de 1990 a 2000.
“As pessoas dizem que é preciso ter inventário para a COP-15, mas a conferência não tem discussão de inventário”, disse o coordenador-geral de Mudança Global do Clima do MCT, José Miguez. A pressa em ter um documento a ser mostrado em Copenhague, que parte de cientistas e ambientalistas, pode comprometer a qualidade do relatório, segundo o engenheiro.
Miguez é, há quatro governos, o principal formulador da política brasileira de clima. Ele é atacado por ambientalistas pelas posições do Brasil na área, consideradas retrógradas.
O cientista criticou a iniciativa do Ministério do Meio Ambiente de produzir um relatório informal estimando o perfil brasileiro de emissões até 2008. O levantamento apontou que a recente queda no desmatamento teve um efeito bom, mas mostrou que a produção de energia no país se tornou 30% mais suja.

Mais transparência

Os dados usados no documento, de um jeito ou de outro, ganharão mais transparência a partir do ano que vem. Em uma decisão já confirmada pelo titluar do MCT, Sergio Rezende, a coleta da maior parte dos dados usados no inventário será feita pela Rede-Clima, um consórcio federal de pesquisa criado em 2007, que promete disponibilizar seus dados na internet.
Segundo o climatólogo do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Carlos Nobre, que lidera a iniciativa, pesquisas que precisavam ser encomendadas pelo MCT passarão a ser feitas por instituições da rede.

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