Brasil se oferece para diminuir desigualdades

O governo da presidente Dilma Rousseff defende que o combate à pobreza, a erradicação da fome e a paz se obtêm por meio do desenvolvimento e da cooperação, segundo o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. No seminário que trata sobre o assunto em Roma, Patriota disse, na sexta, 24, que o Brasil se dispõe a cooperar para reduzir as desigualdades e melhorar a qualidade de vida no mundo.
Patriota disse ainda que a cooperação oferecida pelo Brasil respeita as diferenças e características de cada povo e país para firmar acordos. “A cooperação técnica brasileira é livre de condicionalidades e não prevê lucros. Responde a demandas de países em desenvolvimento que acreditam que nossas soluções podem servir de referência para suas políticas e práticas”, ressaltou.
Segundo o chanceler, o Brasil não quer assumir o papel de doador, mas de parceiro. “O Brasil considera que a cooperação Sul-Sul [que envolve parcerias entre países das Américas do Sul e Central, além da África, da Ásia e do Oriente Médio nas áreas de pesquisas e cooperação social] não deve ser concebida como uma ajuda, mas sim como uma parceria. Os projetos de cooperação, dessa forma, são elaborados pelas autoridades brasileiras em conjunto com as dos nossos parceiros”, salientou.

Produção de alimentos

No seminário em Roma, na Itália, denominado Cooperação Técnica Brasileira: Agricultura, Segurança Alimentar e Políticas Sociais, as experiências do Brasil se destacam como exemplos que podem servir de modelo para países em desenvolvimento. Em debate estão os programas de transferência de renda até os projetos relativos à agricultura familiar e ao incentivo à agricultura para pequenos proprietários, a mecanismos de preservação e estímulo ao meio ambiente e ao desenvolvimento tecnológico.
“Em um mundo marcado por um descompasso entre o crescimento populacional e o crescimento da produção de alimentos, por restrições de acesso à água e à expansão da área cultivável, por severas condicionantes climáticas e ambientais, por assimetrias econômicas e carência de liderança política, acreditamos que podemos contribuir para a segurança alimentar de um número crescente de parceiros”, destacou.
Patriota, no seminário, lembrou que a cooperação técnica brasileira reúne projetos em 81 países – sendo que 45% se concentram na América Latina e no Caribe e 55% na África, Ásia e Oceania. “O Brasil desenvolve [também] cooperação técnica trilateral com o Japão, a Alemanha, os Estados Unidos, a Itália, a França, a Austrália, o Reino Unido e a Espanha. [O Brasil] assinou recentemente memorando de entendimento sobre cooperação técnica trilateral com Israel e Egito”, encerrou.

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