Brasil rejeita controle de preços, diz ministro da Agricultura

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, fez ontem um balanço da participação brasileira na reunião do G-20 Agrícola, realizada este mês na França; e da eleição de José Graziano da Silva para o cargo de diretor-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), na Itália. Segundo Rossi, no G-20 Agrícola o Brasil deixou claro que não aceitará controle de preços dos alimentos, que defende uma política de transparência sobre os dados agrícolas mundiais e aumento da produção para evitar crises de segurança alimentar no mundo.
Segundo Rossi, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, tentou reavivar o discurso sobre a necessidade de controle de preços, mas não foi bem-sucedido na proposta. “Defendemos que o aumento da produção é necessário para resolver a questão dos preços, na busca pelo equilíbrio. E isso foi incorporado nos discursos de vários outros países e até no texto final da reunião do G-20 agrícola”, ressaltou.
Segundo o ministro, o Brasil deixou claro que não aceitará qualquer interferência no mercado que penalize os produtores eficientes, embora tenha admitido que os subsídios europeus para a agropecuária não foram duramente criticados no discurso brasileiro. “Dentro da Europa há um movimento claríssimo pela redução dos subsídios agrícolas”, afirmou. Rossi disse ter argumentado que também é preciso rediscutir o conceito atual de que os preços dos alimentos estão muito altos. “É preciso fazer uma relação de troca com os produtos industrializados e ver como está isso em comparação ao passado”, concluiu.

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