Brasil – potência paralímpica

Como já discorremos em outras oportunidades, o Brasil é um país com um enorme potencial desportivo. Uma das maiores provas disso é o histórico de atletas que nós temos com trajetórias admiráveis, nas mais variadas modalidades. E isso mesmo diante da ausência histórica de investimentos maciços em políticas públicas em prol da área. O esporte é um ramo que traz inúmeros benefícios às pessoas, de todas as faixas–etárias, seja na saúde, no bem-estar, no lazer, na educação, na socialização e na oportunidade de desenvolver as habilidades de alto-rendimento (atletas profissionais).

O talento brasileiro no âmbito do desporto é um fato comprovado e registrado na história olímpica mundial, onde, apesar da falta de investimento no setor do Esporte e com as inúmeras dificuldades enfrentadas pelos nossos guerreiros que precisam se dedicar integralmente para conseguirem galgar êxito, nosso País sempre atuou com protagonismo, desde a primeira edição em que participou (no ano de 1920, na Bélgica). Tanto é assim que a nossa Pátria é considerada como a mais vitoriosa de toda a América do Sul, com um total de 150 medalhas conquistadas, em 18 modalidades; das quais há destaque para o Voleibol (tanto de quadra quanto de praia) e também para o Judô. O Torneio Mundial mais recente realizado (Tóquio 2020/2021) registrou o melhor desempenho da delegação ‘verde e amarela’ até a atualidade; uma multi – superação, especialmente em tempos excepcionais como o que estamos vivendo agora, em decorrência da pandemia da Covid – 19, gerada pelo novo Coronavírus.

Mas não é só nas olimpíadas tradicionais que temos uma trajetória exitosa, pois o nosso país é uma verdadeira potência na esfera paradesportiva também, com grandes e promissores atletas que muito orgulham nossa Nação nos Jogos Paralímpicos ao longo da existência das Competições. Os registros históricos mostram que o médico alemão Ludwig Guttmann foi o precursor deste acontecimento. A origem se deu com 16 militares com deficiência física, em Londres, em um torneio de ‘tiro com arco’. O médico denominou a disputa como “Jogos de Stoke Mandeville” mesmo nome de um hospital criado por ele no entorno de Londres (Inglaterra). Os militares holandeses passaram a fazer parte das provas também, a partir de 1952, quando a competição passou a ser internacional. Todavia, as Paralimpíadas, nos moldes em que a conhecemos atualmente, teve seu princípio somente no ano de 1960, em Roma. 

A estreia do Brasil se deu em 1972, na Alemanha; subindo ao pódio pela primeira vez 4 anos depois, com os Jogos sediados em Toronto (Canadá), por meio dos paraatletas Robson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos (conhecido também pela alcunha de ‘Curtinho’). Robson Sampaio de Almeida foi o pioneiro, junto com Aldo Miccolis, em trazer para a Nação o esporte como meio de reabilitação a partir de 1958 com a criação, no Estado do Rio de Janeiro, do Clube do Otimismo. E agora, com a realização da XVI Paralimpíada (iniciada na última terça-feira, 24 de agosto, em Tóquio) o Brasil já chegou fazendo a diferença, levando para o Japão a sua maior delegação em Jogos Paralímpicos no exterior. Nesta competição também haverá a estreia de duas novas modalidades: parabadminton e parataekwondo, com representantes brasileiros em ambos os esportes. 

Todos os méritos e homenagens aos nossos campeões de superação, que não só ultrapassam os limites físicos como também os limites gigantescos do preconceito, da falta de acessibilidade nos locais públicos e privados das grandes cidades e do interior, assim como a ausência do devido reconhecimento do qual são merecedores (reconhecimento esse que deve ser com fatos concretos e não só com discursos). Independente do período Paralímpico ou do número das conquistas nas modalidades (e os bons resultados estão se materializando através das vitórias dos nossos paradesportistas já na primeira semana de competição deste ano); eles são vencedores não apenas em um determinado período ou em um segmento; são cidadãos que nos ensinam que os maiores desafios precisam ser encarados com coragem todos os dias. Para frente, Brasil!

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