Brasil pode subir em avaliação de risco econômico internacional

A decisão sobre o possível upgrade do Brasil pela Moody’s deve ocorrer em meados de junho, numa decisão mais rápida do que o usual, já que o prazo de revisão de nota de uma nação pela agência normalmente ocorre em 90 dias e, no caso do país, poderá ser definido em 45 dias. Em entrevista de Nova York à Agência Estado, o vice-presidente de rating soberano da Moody’s, Mauro Leos, disse que tal processo deve ser mais ágil porque as políticas adotadas pelo governo brasileiro no combate à inflação e geração de crescimento “estão no caminho certo, coerentes para um país com perspectiva positiva”.
“As dúvidas que temos são sobre a continuidade das políticas de combate à inflação e geração de crescimento sustentável, não para este ano, mas para todo o mandato da presidente Dilma Rousseff”, destacou Leos. O rating do Brasil perante a Moody’s é BAA3, com perspectiva positiva. Caso seja elevada a nota do país em junho, ela sobe para BAA2. Segundo a agência de rating, quando nações com perspectiva positiva passam por processo de revisão, elas recebem uma nota maior em 60% dos casos.
Leos destacou que uma equipe da Moody’s – com três especialistas – deve visitar autoridades do governo em Brasília e empresários em São Paulo, numa viagem prevista para a primeira semana de maio. Após o retorno do grupo a Nova York, a decisão sobre a revisão do rating do Brasil deve ser anunciada em um mês.
O vice-presidente de rating soberano fez um diagnóstico favorável sobre a postura do governo Dilma em cortar gastos, pois segundo ele, “os recentes números relativos às contas públicas indicam que o Poder Executivo tem o objetivo de buscar melhores resultados fiscais”.
Mauro Leos elogiou a postura do governo de cortar R$ 50 bilhões do Orçamento, especialmente em despesas correntes, com a manutenção Ados investimentos em infraestrutura. “A questão do crescimento sustentável do País está relacionada diretamente com dois temas: investimentos e poupança”, disse. “Países com investment grade têm investimentos na casa dos 20% do PIB”, destacou. A formação Bruta de capital fixo atingiu 18,4% do Produto interno bruto em 2010, mas o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, acredita que tal patamar deve alcançar 23% em 2014. No ano passado, a poupança do país alcançou 16,5% do PIB.

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