3 de julho de 2022
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Brasil participa da CeBIT pela 11ª vez

Participação brasileira na 25ª edição da CeBIT amplia mercado europeu para colocação de produtos de tecnologia da informação desenvolvidos no país

Sob a marca Brasil IT+, a indústria de tecnologia da informação do país esteve presente uma vez mais à CeBIT, o maior evento de TIC (tecnologia da informação e comunicação) do mundo, em uma iniciativa da Softex (www.softex.br), coordenada pela Softsul (www.softsul.org.br) e com apoio da Apex-Brasil (www.apex-brasil.com.br).
A mostra, realizada na 1ª semana de março em Hannover, na Alemanha, marcou a 11ª participação consecutiva brasileira em um total de 25 edições realizadas, sendo que este ano houve a adesão do Projeto Brazil IT Emerging Players, coordenado pela Anprotec. As companhias integrantes do “Projeto Participação Brasileira na CeBIT 2010” ocuparam dois estandes: um no pavilhão de Soluções Corporativas (software e serviços), com nove empresas expositoras, e outro na área de telecom, com duas.
Aberta oficialmente pela chanceler alemã Angela Merkel, a CeBIT 2010 reuniu 4.157 expositores de 68 países e recebeu a visita de cerca de 400 mil pessoas. São números que refletem a importância da mostra e comprovam o acerto da estratégia adotada pela Softex, através de seu programa de internacionalização, no sentido de consolidar a imagem da indústria brasileira de TI no exterior, buscando reforçar os resultados da balança comercial do país. O tema da edição deste ano foi “Connected Worlds”, abordando as interconexões de todos os aspectos da vida cotidiana através da internet.

Interesse no Brasil

Os expositores nacionais puderam constatar o crescente interesse despertado pelo Brasil no exterior, e registraram um expressivo número de visitantes dos mais diversos países atraídos tanto pelo momento favorável da economia brasileira como pelos dois grandes eventos internacionais que o país sediará nos próximos anos: a Copa do Mundo Fifa 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
Ainda durante a feira foram registrados os primeiros negócios. A Blue Pex Security Systems, especializada em soluções de segurança, já no segundo dia da mostra fechou duas parcerias com empresas européias, uma holandesa e a outra portuguesa. Segundo Ulisses Oliveira da Blue Pex, “o fato estarmos fisicamente presentes na CeBIT contribuiu decisivamente para passarmos uma imagem de força e de seriedade quanto aos nossos planos de expansão para a Europa”.
A gaúcha Unacorp, por sua vez, estabeleceu um acordo de parceria com a empresa alemã Meiburg Enterprise, que possui uma carteira de clientes que demandam serviços de desenvolvimento de software. Fundada em 2007, ela reúne hoje quatro empresas produtoras de software – Advanced IT (www.advancedit.com.br), Kenta (www.kenta.com.br), Qualità (www.qualita.inf.br) e SoftDesign (www.softdesign-rs.com.br) – além da Softsul, na condição de sócia institucional.

Evento é local para identificar parceiros técnicos e comerciais em telecom

Para José Antonio Antonioni, diretor de Qualidade e Competitividade da Softex, as expectativas dos empresários e os resultados que efetivamente se concretizam passam pela identificação de parceiros técnicos e comerciais que possam representar as empresas no continente europeu. “É muito difícil que uma empresa brasileira consiga atender clientes finais de forma remota. A expectativa do cliente estrangeiro é de que ele possa falar com alguém local. E, para isso, encontrar o parceiro adequado é uma das estratégias vencedoras para o processo de internacionalização das pequenas e médias empresas”, ressalta.
Nesse esforço para divulgação do atual estágio de desenvolvimento da indústria brasileira de TI, o país participou de dois eventos paralelos à CeBIT 2010. No Future Talk, na sessão que tratou do ano Brasil-Alemanha de Ciência e Tecnologia (Abril2010-Abril/2011), a convite do Ministério Federal Alemão da Ciência e Educação (BMBF), José Antonio Antonioni apresentou uma visão geral da Softex, abordando seus principais projetos e ações voltadas à inovação. Pelo lado do BMBF, Christina Tings, do Centro Aeroespacial, analisou o acordo entre os dois países firmado pelo ministro Sergio Resende e pela ministra alemã da Educação e Ciência, Annette Schavan.
No Flat World Fórum, o “Next Stop Brazil” foi aberto por Andreas Gruchow, presidente da empresa promotora da CeBIT, que destacou o enorme potencial do país. Na sequência, Andreas Luthmann, diretor do evento Bits, pela Dmag, abordou o caráter focado do evento, o bom momento que o Brasil vive, o foco sul-americano e a razões que levaram Porto Alegre a ser escolhida como sede da BITS.
“Empresas que estão iniciando seu processo de internacionalização ou as que já atuam além das fronteiras nacionais têm na CeBIT uma oportunidade única para fazer novos contatos com clientes potenciais, conhecer de perto as principais tendências e as inovações do segmento em que atuam e observar as iniciativas dos principais players”, avalia Arnaldo Bacha, vice-presidente executivo da Softex.

Programa de bilhetagem tem interesse de italianos

Também a Fujitec, especializada em sistemas de bilhetagem eletrônica, firmou durante a CeBIT 2010 uma parceria de representação com uma empresa italiana. Segundo informa seu diretor, Marcelo Lusardo, caberá ao novo parceiro toda a operação local de assistência técnica, instalação de equipamentos e prospecção de novos negócios.
Além desses três casos, a Cigam também obteve bons resultados. Robinson Oscar Klein, diretor de mercado da companhia, que é especializada em software de gestão empresarial (ERP), destaca a realização de diversos contatos. “Duas empresas alemãs nos procuraram, uma delas abrindo a possibilidade de comercialização de nosso produto na Alemanha e outra, já presente em 30 países, manifestando o seu interesse em fechar parcerias com foco nos mercados alemão e brasileiro”, destaca Klein.
No estande de telecom, a fabricante de centrais telefônicas Digistar, expondo na CeBIT pelo sétimo ano consecutivo, encontrou-se com empresas latino-americanas bem como da Nova Zelândia, África e Austrália, entre outros países, identificando fortes possibilidades de acordos segundo seu gerente de negócios, Edemar Plantikow Brahm.
“Fizemos contatos importantes com mercados estratégicos para nós, como Angola, Argélia, República Tcheca, Geórgia, Líbia, Polônia e Ucrânia”, informa Beto Flesch, gerente de mercado internacional da Digitel, salientando que um dos contatos atingiu uma fase muito avançada que certamente deverá se converter em um negócio concreto em breve.

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