Brasil – economia pós-crise

Realmente, a sociedade brasileira passa por verdadeira “guerra” de ‘informações e contra-informações’ ideológicas, fazendo com que o combate a pandemia do COVID-19 tenha se tornado uma questão politizada e, atualmente, é o hidroxicloroquina, quem toma, quem não toma!!!

É um desperdício de energia e tempo de toda a sociedade! Com tudo isso o Brasil caminha para um lockout nas questões econômicas, empresas paralisadas em suas atividades produtivas, ausência de renda, desemprego se generalizando, famílias passando fome e o começo da convulsão social, o isolamento social aumentando e o atabalhoado auxílio emergencial do governo que não equaciona a situação daquele extrato mais na base da pirâmide social.

Então, para os economistas-pesquisadores do Clube de Economia da Amazônia (CEA), o que os interessa à discussão são aquelas variáveis e questões que impactam o sistema econômico brasileiro, mais as outras variáveis estruturais da economia em geral, como a taxa cambial, a taxa de inflação, o produto Interno Bruto (PIB), as reformas travadas no Congresso e no Executivo, o déficit fiscal e as Políticas Econômicas.

O que se tem visto, é a resistência do governo às políticas de isolamento social, mesmo com o aumento da curva de mortes pelo COVID-19, mas sabendo que esse isolamento duradouro pode ser prejudicial à recuperação econômica, pois todos estão preocupados com as consequências econômicas, mas já se sabe que essa precipitação em abrir a economia e o ataque contra as medidas de distanciamento social deverão piorar significativamente as condições da própria retomada econômica.

Todo sistema econômico do mundo sabe o que se espera pela frente, crise jamais experimentada na história do capitalismo. Atualmente, ainda não se tem como saber se a crise econômica gerada pela pandemia COVID-19 será ainda pior do que foi a dos anos 1930. Ressalte-se que as medidas econômicas adotadas e propostas pelo governo federal não tem surtido efeito eficaz, mesmo aquela que tenta minimizar os impactos nas famílias de trabalhadorese e de autônomos, como auxílio emergencial de 3 parcelas de R$600,00, muito atrapalhado o sistema de distribuição para chegar a quem mais precisa.

Salientam os economistas do CEA, que o isolamento social não poderá se prolongar por mais tempo, pois o Estado Nacional não terá condições financeiras de doação de mais auxílio emergencial, pois a queda acentuada de arrecadação o impedirá, uma vez que o Estado não gera riquezas, mas ‘confisca’ da sociedade, em PF (pessoa física) e PJ (pessoa jurídica), em empréstimos internos e externos e vendas de títulos públicos (sem se discutir a emissão de mais moeda).

Entretanto, como sustentam o pessoal do CEA, esse tipo de ação desprotege parcela expressiva da população e, contribui para maior queda no consumo agregado, pois não se tem como ampliar e diversificar o consumo, afetando, sobremaneira, a economia. Mesmo, com os elementos de Política Monetária de baixar a taxa base de juros – a SELIC – assim mesmo, os juros baixos na ponta não tem chegado, principalmente, com abertura de crédito às pequenas, médias e empresas individuais que não conseguem acessar esses créditos, na rede bancária federal, nem na privada.

Haja sufoco, se o isolamento social durar mais um mês, milhares de empresas desse universo falirão, aumentando ainda mais o desemprego.

O desenho fiscal de uma Política Fiscal brasileira consistente, não se apresentou, quando bloco econômico do governo federal  minimizou os impactos e gravidade dessa pandemia, não apresentando nenhum plano para enfrentá-la quando o COVID-19 chegou.

Observando-se outros países, como a Alemanha que se organizou, planificando as ações de quarentena, a tempo, enquanto no Brasil se priorizou o carnaval, e essa desintonia acarreta o caos de aumento de casos de óbitos que se passa, e por lá, o país tem demostrado um dos casos mais exitosos entre os grandes países do EURO, tanto em taxa de letalidade do vírus, quanto à saída da quarentena, começando a abrir sua economia, a qual não teve tantos impactos quanto as outras economias dos países vizinhos. Quanto à China, sendo um sistema econômico fortemente controlado pelo Estado Nacional, controla o sistema bancário, tendo participação nos maiores conglomerados empresariais por setor econômico, desenha uma planificação para a retomada e recuperação da economia.

Para os pesquisadores do CEA, o Brasil poderia ter adotado ações que tivessem mais efetividade, como por exemplo: a) ampliação e eventual expansão do benefício assistencial às famílias vulneráveis; b) colocar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, universidades federais, Instituições de Classe Empresarial de Trabalhadores e a Classe Poítica, para formatar um Plano (impacto 2%, sobre o PIB, investimentos maciços em infraestrutura, acesso ao crédito à indústria e ao agranegócio, linhas de créditos às micros, pequenas e empresas individuais, Reforma Fiscal-Tributária, Reforma Educacional, nova Política Indústrial, reorganização e saneamento do Sistema de Saúde Publica, reorganização das Políticas Sociais, e políticas mais realistas ambientais, dentre tantos temas) perfil de retomada e recuperação da economia pós COVID-19, objetivando o crescimento econômico e criação mais rápida de empregos.

Nesta semana, segundo o Boletim Focus  do Banco Central e economistas de mercado projetaram os principais indicadores para finalizar 2020, o Brasil deve passar assim: – previsão para 2020 é de queda de 5,12% no PIB (Produto Interno Bruto); – taxa de Inflação atingirá 1,49%; – Selic atingirá 2,25%, e a taxa cambial ficará em R$ 5,28. São esses os prognosticos do Brasil para final de 2020. Mesmo assim, haverá BRASIL, depois de tudo isso!!!

*Nilson Pimentel é Economista, Engenheiro, Administrador, Mestre em Economia, Doutor em Economia, Pesquisador, Consultor Empresarial e Professor Universitário: [email protected]

Fonte: Nilson Pimentel

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