Brasil e Peru firmam acordo para energia

O Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, esteve ontem em Manaus para assinatura de um acordo bilateral de fornecimento de energia elétrica com o presidente do Peru, Alan Garcia. O encontro integra iniciativa da Aliança Estratégica entre Brasil e Peru, que tem contribuído para o estreitamento das relações entre os dois países. O acordo de fornecimento de energia elétrica do Peru para exportação de excedentes ao Brasil, iniciará o processo de interconexão das redes elétricas dos dois países para a segurança energética de ambos.
Para o ministro de Minas e Energia, Marcio Zimmerman, a região Norte tem um papel central no fechamento desse acordo, já que será o elo de ligação entre as centrais de energia. No longo prazo, o sistema de energia de Porto Velho (RO) será interligado ao de Manaus, que formará um grande anel entre as usinas hidrelétricas do rio Madeira, a hidrelétrica de Belo Monte (PA) e as hidrelétricas do Peru.
“O Peru tem um potencial muito grande e o Brasil um mercado bem maior que o deles. Eles querem ser exportadores de energia e esse tratado é um marco que deixa tranquilo o investidor da região Norte e de todo o país”, afirmou o ministro. Márcio Zimmerman declarou ainda que é bem provável que o Brasil feche o mesmo tipo de parceria com a Venezuela, brevemente.
O acordo fixa regras gerais para participação brasileira no projeto hidrelétrico do Peru e possibilita a exportação de parte da eletricidade excedente para o Brasil. As partes se comprometeram a elaborar programas de cooperação nos campos de formação e capacitação profissional, intercâmbio tecnológico e assistência técnica especializada em planejamento, desenvolvimento sustentável de projetos hidrelétricos, gestão integrada e sustentável de bacias, operação de sistemas elétricos interconectados, entre outros, para o qual, as partes assumirão os recursos correspondentes.
A capacidade acumulada das Centrais de Geração de Energia do Peru que se comprometeram a exportar para o Brasil será de no máximo 6 mil MW, mais uma tolerância de 20%. A potência e energia elétrica de cada central de geração respeitará a ordem de abastecimento, primeiro atendendo às necessidade do mercado peruano. Somente, os excedentes serão exportados para o Brasil.
O ex-governador do Amazonas, Eduardo Braga, considera que o sistema integrado de energia que abrange Acre, Rondônia, Amazonas e Pará trará a solução para os problemas de abastecimento de energia da região. “O benefício para a região virá no médio prazo, com a interligação desses sistemas, mas o impacto na economia será direto”, declarou.

Área habitacional

Outro destaque da visita é o início das negociações entre a Caixa Econômica Federal e o Banco de La Nación, do Peru, com vistas a estabelecer cooperação entre as instituições, na área habitacional.
As relações comerciais entre Brasil e Peru se intensificam há alguns anos. Entre 2003 e 2008, as trocas passaram de US$ 724 milhões para US$ 3.3 bilhões.

Convênio prevê construção de 8.890 unidades habitacionais

Logo após a coletiva em que falou sobre o acordo bilateral com o Peru, o presidente Lula assinou, juntamente com o governador Omar Aziz, o prefeito Amazonino Mendes e a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos, convênio do programa “Minha Casa, Minha Vida”, para a construção de 8.890 unidades habitacionais. O conjunto habitacional será construído pela Direcional Engenharia e ficará localizado no bairro Santa Etelvina, zona norte, em terreno desapropriado pelo Governo do Estado.
“Hoje (ontem) é a coroação de um trabalho conjunto entre prefeitura, governo estadual, Caixa Econômica e a Direcional Engenharia que uniram seus esforços para que pudéssemos chegar ao maior projeto do Minha Casa, Minha Vida no Brasil, com quase 9 mil unidades habitacionais populares”, comemorou o presidente da Direcional, Ricardo Valadares Gontijo.
O convênio assinado ontem deu início à primeira etapa do empreendimento em que serão construídos 3.511 unidades. O total de investimentos do projeto será de R$ 378 milhões, de onde R$ 150 milhões serão repassados pela Caixa e o Estado arcará com a infraestrutura, no valor de R$ 44 milhões.
A previsão de entrega da obra completa, com a primeira e segunda etapa, é em 27 meses. Para isso, serão gerados aproximadamente 4,5 mil empregos diretos na construção civil em Manaus.

Modelo industrializado

As unidades serão construídas em um modelo industrializado, com paredes de concreto e formas em alumínio. Segundo o presidente da Direcional, o ritmo de construção será de 46 unidades por dia. As famílias contempladas com um imóvel do projeto pagarão o valor mensal referente a 10% da renda familiar, no período de 10 anos.
A assinatura ocorreu no Tropical Hotel, com a presença do ministro das Cidades, Márcio Fortes, o ex-governador do Amazonas, Eduardo Braga, além de deputados federais, estaduais e representantes de movimentos sociais.

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